Alexandre de Moraes libera encontros familiares e políticos na cadeia
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (25) a realização de visitas a Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro preso na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná. A decisão atende a um pedido da defesa de Martins e permite o encontro com Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos filhos do ex-presidente e candidatos nas eleições deste ano. A autorização também inclui a influenciadora Barbara Destefani, do canal “Te Atualizei”, e o deputado estadual Ricardo Arruda (PL-PR).
As visitas deverão seguir as normas de segurança e organização do estabelecimento prisional. De acordo com o regulamento da unidade, os encontros devem ocorrer preferencialmente aos sábados e domingos, entre 8h e 12h, e das 13h às 17h, com limite de três horas semanais por detento. Para Martins, o cronograma estabelecido é o seguinte: Barbara Destefani no dia 29 de agosto de 2026, Carlos Bolsonaro em 30 de agosto, Flávio Bolsonaro em 5 de setembro, e Ricardo Arruda em 6 de setembro, todos com duração de 1h30 no período da tarde.
Os visitantes autorizados precisarão realizar um cadastro prévio e o requerimento de autorização para visitas deverá ser renovado individualmente para cada entrada. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (25) e se somam a outros desdobramentos do caso que envolve Filipe Martins. As fontes para esta reportagem incluem informações divulgadas pelo Supremo Tribunal Federal e pela defesa do ex-assessor.
Contexto da prisão e questionamentos sobre o processo
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão sob acusação de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado. Ele foi detido em fevereiro de 2024, e até a data de 25 de agosto de 2026, já teria cumprido 426 dias de pena. A defesa de Martins refuta a versão de que ele tenha acompanhado o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma viagem aos Estados Unidos no final de 2022, que teria sido utilizada como base para a prisão.
Recentemente, o juiz Gregory A. Presnell, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Central da Flórida, classificou como fraudulento o registro de imigração americano usado pelo STF para justificar a prisão preventiva de Martins. Em entrevista à coluna Entrelinhas, da Gazeta do Povo, o advogado de Martins, Ricardo Scheiffer, afirmou que a equipe de defesa já identificou os responsáveis pela suposta fraude. Ele indicou que, após obter autorização judicial nos Estados Unidos para divulgar os nomes, a defesa pretende responsabilizar os envolvidos e buscar indenizações.
