União inédita no setor aéreo
Em um gesto de solidariedade que transcende rivalidades mercadológicas, os presidentes das companhias aéreas Azul, Gol e Latam gravaram um vídeo em apoio ao piloto e influenciador Joselito Geraldo de Souza, o Lito Souza, 59 anos. Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara e progressiva, e sua família busca incluí-lo em estudos experimentais que visam um tratamento.
As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e outros veículos de comunicação.
O vídeo, intitulado “Hoje, os céus se unem por uma causa maior: apoiar quem fez da aviação uma paixão compartilhada, @lito!”, foi publicado na conta do Instagram da Abear. Embora os executivos não apareçam juntos na mesma cena, John Rodgerson (Azul), Celso Ferrer (Gol) e Jerome Cadier (Latam) gravaram depoimentos em nome de seus colaboradores. As mensagens destacam a importância de Lito Souza para a indústria da aviação, ressaltando seu papel em inspirar confiança e realizar o sonho de voar para milhares de pessoas.
Busca por tratamento e apoio institucional
Jerome Cadier, da Latam, enfatizou nos depoimentos a necessidade de Lito Souza ser admitido em pesquisas que buscam a cura para a DCJ, pedindo o compartilhamento do vídeo para ampliar o alcance da mensagem. A mobilização em torno do influenciador também se estendeu a concessionárias de aeroportos, como Aena Brasil, RioGaleão e Aeroportos Brasil (Viracopos), que publicaram mensagens de apoio, muitas vezes adaptando frases célebres de Lito.
No fim de semana, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, já havia manifestado seu apoio durante um evento da fabricante de aviões. A iniciativa reflete um sentimento de união e reconhecimento da comunidade aeronáutica brasileira para com uma de suas figuras mais conhecidas.
Broad Institute e esforços diplomáticos para acesso a tratamentos
Um desenvolvimento significativo ocorreu com a declaração do Broad Institute, organização de pesquisa sem fins lucrativos nos Estados Unidos, de que tentará ajudar Lito Souza com um tratamento experimental. A notícia surgiu após a esposa do piloto, Mila Seidl, informar nas redes sociais que ele não havia conseguido acesso a dois estudos cruciais, incluindo um do próprio Broad Institute, e a uma pesquisa da Ionis Pharmaceuticals.
O Itamaraty confirmou que entrou em contato com as embaixadas do Brasil nos Estados Unidos, França e Alemanha, países que lideram pesquisas sobre a DCJ, para facilitar a inclusão de Lito nos estudos. O Ministério da Saúde também está explorando alternativas com pesquisadores internacionais. Apesar desses esforços, a participação de Lito nos ensaios clínicos depende da aprovação das entidades responsáveis pelas pesquisas experimentais. A Ionis Pharmaceuticals, por sua vez, informou que o estudo em andamento, que testa o medicamento ION717 para doenças priônicas, está fechado para novos participantes e que, no momento, não pode autorizar o uso compassivo.
