Vereadora e coordenadora de campanha de Renan Santos, Amanda Vettorazzo (União), denunciou e auxiliou na prisão de homem que ofereceu R$ 200 mil em tentativa de suborno. O suspeito, representante de uma empresa de câmeras corporais, buscava influenciar um contrato de R$ 60 milhões com a Prefeitura de São Paulo, em troca de uma comissão de até R$ 6 milhões. O caso ocorreu no gabinete da parlamentar na Câmara Municipal de São Paulo nesta terça-feira (25).
Segundo o Boletim de Ocorrência (BO) ao qual a reportagem teve acesso, o homem se apresentou como representante de uma empresa com soluções tecnológicas e solicitou a apresentação de sua proposta na Comissão de Segurança Pública, onde foi inicialmente rechaçada por questões técnicas. Posteriormente, o suspeito dirigiu-se diretamente ao gabinete da vereadora, oferecendo o valor como um “adiantamento” para garantir a intermediação do negócio.
Amanda Vettorazzo relatou ter dado voz de prisão ao indivíduo no ato, com o apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O suspeito foi detido e encaminhado ao 1º Distrito Policial, onde a ocorrência foi registrada e a prisão ratificada. A vereadora, em entrevista à imprensa em frente à delegacia, afirmou que o suspeito visava obter um contrato de R$ 60 milhões com a gestão municipal, propondo uma comissão de 10% sobre o valor total.
Candidato do Missão anuncia Vettorazzo como futura ministra
Presente no local, o candidato à presidência pelo partido Missão, Renan Santos, aproveitou o momento para anunciar a vereadora Amanda Vettorazzo como sua futura ministra-chefe da Secretaria Geral da Presidência, caso vença as eleições. Santos elogiou a “coragem” de Vettorazzo e descreveu o cargo como uma “posição nobre” fundamental para a estrutura e organização da presidência.
O suspeito pode responder por crime de corrupção ativa, que prevê pena de 2 a 12 anos de reclusão, além de multa. A reportagem optou por não divulgar o nome do indivíduo e da empresa envolvida até o acesso integral ao registro policial e posicionamento da defesa.
