Plano de Governo de Zema Aponta Mudança na Política Externa Brasileira
O plano de governo do candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) delineia uma guinada na política externa brasileira, com a proposta de retirar o Brasil do bloco econômico Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e fortalecer laços com as democracias ocidentais. A iniciativa também inclui a retomada do processo de adesão do país à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um grupo de nações com economias desenvolvidas e que compartilham princípios de democracia e livre mercado.
A saída do Brics seria conduzida de forma diplomática, sem interromper as relações comerciais com os países-membros. No entanto, a campanha de Zema ressalta que o Brasil rejeitaria qualquer orientação do bloco que possa comprometer seus valores constitucionais e democráticos. Essa proposta contrasta com a atual orientação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem priorizado a atuação do Brasil no Brics e a articulação com outras economias emergentes.
As informações foram reunidas a partir do plano de governo do candidato Romeu Zema.
Aproximação com a OCDE e Revisão do Mercosul
Em paralelo à saída do Brics, o plano de Zema visa a reintegração do Brasil no cenário internacional através da aproximação com a OCDE. A organização, que reúne países com padrões elevados em economia, governança pública, tributação e comércio, é vista pela campanha como um caminho para aumentar a competitividade brasileira, atrair investimentos e expandir mercados para empresas nacionais. Para alcançar esse objetivo, o plano prevê a implementação de reformas institucionais e econômicas necessárias para a adequação do país aos critérios da OCDE, incluindo ajustes em regras tributárias, redução de barreiras comerciais e garantia da sustentabilidade das contas públicas.
Outro ponto central da proposta é a revisão da política comercial do Mercosul. O documento critica o atual modelo de união aduaneira, que, segundo a avaliação da campanha, impede os países membros de negociarem acordos comerciais individualmente. A ideia é transformar o bloco em uma zona de livre comércio, permitindo que Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai avancem em acordos bilaterais com outras nações, o que, na visão de Zema, traria maior flexibilidade e dinamismo às relações comerciais regionais e globais.
