Vice-líder de Lula no Senado pede investigação sobre vazamento de foto em piscina com políticos
Vice-líder de Lula no Senado pede investigação sobre vazamento de foto em piscina com políticos

Vice-líder de Lula no Senado pede investigação sobre vazamento de foto em piscina com políticos

Senador Weverton Rocha busca apuração sobre divulgação de foto íntima apreendida em celular O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), providências para investigar o vazamento de uma fotografia comprometedora. A imagem, encontrada em seu celular […]

Resumo

Senador Weverton Rocha busca apuração sobre divulgação de foto íntima apreendida em celular

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), providências para investigar o vazamento de uma fotografia comprometedora. A imagem, encontrada em seu celular apreendido no final do ano passado, o mostra em uma piscina ao lado de diversas figuras políticas.

A fotografia, divulgada pela revista Piauí, flagra Rocha em um encontro ocorrido em 2023. Na imagem, ele aparece acompanhado do então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e de outros políticos como Elmar Nascimento (União-BA), Alexandre Ramagem (PL-RJ), Paulo Azi (União-BA) e Juscelino Filho (então no União-MA e hoje no PSDB). O senador argumenta que a divulgação da foto pode configurar violação de sua intimidade, do sigilo dos autos e da presunção de inocência.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela revista Piauí e pela imprensa.

Pedido de preservação e identificação de responsáveis

Na petição apresentada ao STF, Weverton Rocha requereu a preservação integral dos registros de acesso aos dados apreendidos em seu aparelho, bem como a identificação dos servidores que tiveram contato com o material. O senador pediu especificamente uma apuração sobre a origem do vazamento, citando nominalmente o delegado responsável pela investigação e pela guarda das provas apreendidas.

Rocha enfatizou que a menção ao delegado não constitui uma acusação direta de autoria, mas sim uma consequência de sua posição como responsável pela custódia do acervo de onde o material teria saído. O senador acredita que os registros de acesso revelarão se a entrega à imprensa foi obra de um subordinado, ou se houve autorização ou tolerância por parte da chefia.

Contexto da Operação Sem Desconto

A fotografia em questão estava armazenada no celular apreendido em dezembro de 2025, durante uma das fases da Operação Sem Desconto. Esta operação, conduzida pela Polícia Federal, investiga um suposto esquema bilionário de roubo de dinheiro de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A fase mais recente da investigação focou em um esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado empresas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis para ocultar e movimentar recursos provenientes das fraudes.

O advogado Willer Tomaz, proprietário do rancho onde a foto foi tirada e que também foi alvo da operação por suspeita de atuar como operador financeiro a mando de Rocha, repudiou a divulgação. Em nota, Tomaz afirmou que a imagem foi vazada do celular do senador sem relação com sua atividade profissional ou com os fatos noticiados.

Próximos passos e outras instâncias acionadas

O senador Weverton Rocha também solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja acionada para avaliar possíveis infrações, incluindo a violação de sigilo funcional. O pedido contempla ainda o envio do caso à Corregedoria-Geral da Polícia Federal para apuração disciplinar.

Antes de recorrer diretamente ao ministro Mendonça, o senador havia solicitado à Mesa do Senado que encaminhasse as mesmas providências ao relator do caso no STF. Entre as medidas pleiteadas estavam a preservação das provas, um requerimento ao Ministério da Justiça para impedir novos vazamentos e a comunicação à comissão competente e à Ouvidoria do Senado.

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