São Paulo prorroga vacinação contra sarampo até 1º de setembro devido a surto
São Paulo prorroga vacinação contra sarampo até 1º de setembro devido a surto

São Paulo prorroga vacinação contra sarampo até 1º de setembro devido a surto

Estado estende imunização contra sarampo em meio a 23 casos confirmados O estado de São Paulo decidiu prorrogar a campanha de vacinação contra o sarampo até o dia 1º de setembro. A iniciativa, voltada para pessoas entre 6 meses e 59 anos, abrange a capital paulista, além dos municípios de Guarulhos e São Bernardo do […]

Resumo

Estado estende imunização contra sarampo em meio a 23 casos confirmados

O estado de São Paulo decidiu prorrogar a campanha de vacinação contra o sarampo até o dia 1º de setembro. A iniciativa, voltada para pessoas entre 6 meses e 59 anos, abrange a capital paulista, além dos municípios de Guarulhos e São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana. A decisão ocorre após a confirmação de 23 casos da doença no estado, sendo 20 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, o que indica a circulação ativa do vírus nesses locais.

Desde o início de agosto, o Ministério da Saúde já recomendava a imunização para esse público nas três cidades, independentemente do histórico vacinal. A orientação também se estende a quem trabalha nessas localidades, mesmo que não resida nelas.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

Contexto do surto e histórico da doença

Dos 23 casos registrados no estado, dois são considerados importados, ou seja, contraídos fora do Brasil. Os demais estão relacionados à importação, com transmissão iniciada no país a partir de uma fonte externa. Em agosto, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES) informou que 16 dos infectados não possuíam histórico de vacinação ou apresentavam esquema incompleto. Em contraste, no ano passado, São Paulo registrou apenas dois casos de sarampo durante todo o período.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em mais de cem locais na capital, incluindo terminais de ônibus, estações de trem e metrô, e shoppings. Nos três municípios, a vacinação é recomendada mesmo para quem já foi imunizado ou teve sarampo anteriormente, mediante avaliação da equipe de saúde.

Dose zero e campanha de multivacinação

Crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias recebem a chamada dose zero, que funciona como uma proteção adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular, aplicadas aos 12 e 15 meses de idade. Paralelamente à vacinação contra o sarampo, a campanha de multivacinação segue ativa em todos os 645 municípios paulistas até 1º de setembro. Esta ação é direcionada a crianças e adolescentes com menos de 15 anos, com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação.

Dados preliminares do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) indicam que mais de 600 mil doses de diversas vacinas foram aplicadas no Dia D da campanha, realizado no último sábado. A cobertura vacinal para a primeira dose da tríplice viral em São Paulo tem apresentado um aumento significativo, passando de 78,4% em 2022 para 99,4% em 2024. Na segunda dose, o índice subiu de 65,1% em 2022 para 88% em 2024, embora tenha registrado uma leve queda para 84,5% no ano seguinte. As metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde visam alcançar pelo menos 95% de cobertura para ambas as doses.

Medidas de controle e sintomas do sarampo

As ações de controle do sarampo envolvem a investigação de casos, o monitoramento de contatos, a busca ativa por indivíduos não vacinados e a orientação aos serviços de saúde. Casos suspeitos devem ser notificados e investigados prontamente, sem a necessidade de aguardar a confirmação laboratorial. Os sintomas característicos do sarampo incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas que apresentem esses sinais devem procurar atendimento médico e informar sobre viagens recentes ou contato com indivíduos com sintomas semelhantes.

As vacinas do calendário nacional são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os locais e horários de atendimento podem ser consultados junto às secretarias municipais de saúde.

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