Homem preso em flagrante por tentativa de suborno contra vereadora de São Paulo é liberado pela Justiça.
O indivíduo detido na última terça-feira (11) em São Paulo, acusado de tentar subornar a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) com R$ 200 mil, foi liberado após o pagamento de fiança. A decisão judicial permitiu a soltura do suspeito, que agora deverá cumprir medidas cautelares, como a entrega do passaporte e a obrigação de comparecer mensalmente à Justiça enquanto o processo tramita.
A tentativa de suborno, que visava a intermediação de um contrato milionário com a Prefeitura para fornecimento de câmeras corporais, foi gravada dentro do gabinete da vereadora na Câmara Municipal. Segundo as informações, o suspeito ofereceu a quantia como um “adiantamento” de um contrato estimado em R$ 60 milhões, com a promessa de uma comissão de 10% para Vettorazzo.
A notícia da soltura gerou forte reação de Amanda Vettorazzo, coordenadora de campanha do candidato Renan Santos (Missão). Em sua conta na rede social X (antigo Twitter), a vereadora expressou sua insatisfação e ironizou a situação, contrastando o slogan da campanha “prendeu, matou” com a realidade brasileira. “A gente defende o ‘prendeu, matou’, mas o que impera no Brasil é o ‘prendeu, soltou’”, escreveu. A declaração reflete um sentimento de impunidade diante de crimes contra a administração pública.
Medidas cautelares e o processo em andamento
Apesar de ter recuperado a liberdade provisória, o homem solto terá que seguir determinações judiciais. Em um prazo de cinco dias, deverá entregar seu passaporte para impedir que deixe o país. Além disso, terá que manter seu endereço sempre atualizado junto às autoridades e comparecer mensalmente para assinar um termo, como forma de garantir sua presença no andamento do processo judicial.
A reportagem tentou contato com o advogado do suspeito para obter um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
