Supremo Tribunal Federal (STF) libera extradição de jornalista russo
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade da Primeira Turma, pela extradição do jornalista russo Alexander Davydov. Ele foi condenado em seu país de origem por fraude com criptomoedas, crime análogo ao estelionato, e alegava ser vítima de perseguição política devido à sua profissão. A decisão segue o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que considerou a defesa de Davydov incapaz de comprovar a alegada perseguição política pelo governo de Vladimir Putin em razão de sua atuação como jornalista e sociólogo. O STF também apontou que o jornalista não formalizou pedido de refúgio no Brasil, onde se encontra preso desde 12 de fevereiro deste ano.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Desfalque milionário e fuga internacional
O jornalista russo é acusado de ter desviado cerca de 12 milhões de rublos, o equivalente a aproximadamente R$ 925 mil na cotação atual. O esquema criminoso envolvia a venda fictícia de equipamentos para mineração de bitcoins. Após a suposta fraude, Davydov fugiu para o Cazaquistão antes de se estabelecer no Brasil, onde sua prisão foi efetuada em fevereiro.
Decisão final com o presidente Lula
A autorização de extradição pelo STF representa um passo significativo no processo, mas a palavra final sobre o envio de Alexander Davydov para a Rússia caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O julgamento colegiado analisou os aspectos legais e de direitos humanos envolvidos no pedido de extradição apresentado pelas autoridades russas, concluindo pela procedência da solicitação.
