Candidato à Presidência Renan Santos (Missão) liderou protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite de terça-feira (1º), com o objetivo de pedir o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação, realizada no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), reuniu apoiadores que também defenderam a prisão dos magistrados.
Durante o evento, Renan Santos anunciou sua intenção de protocolar formalmente pedidos de impeachment contra ambos os ministros. “Vão ser dois pedidos de impeachment, um contra o Toffoli e outro contra o Moraes”, declarou o candidato. As críticas dirigidas a Alexandre de Moraes ganharam ênfase após a divulgação de encontros entre o ministro e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Já Dias Toffoli tornou-se alvo principal da mobilização em virtude de decisões recentes que impactaram a campanha presidencial do partido Missão.
No domingo anterior (30), o ministro Dias Toffoli havia determinado a suspensão da propaganda eleitoral da chapa em perfis de redes sociais que não haviam sido devidamente informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo estipulado. A campanha de Renan Santos informou inicialmente dois perfis, mas 12 dias depois adicionou outros 16 canais utilizados na disputa. Segundo Toffoli, a comunicação tardia poderia infringir as regras eleitorais sobre o registro das contas de campanha, medida que também afetou a participação do candidato em debates e sabatinas, além do acesso ao Fundo Eleitoral.
Horas antes da concentração na Paulista, contudo, Toffoli reverteu sua decisão, liberando novamente essas atividades. A campanha eleitoral apresentou as informações solicitadas pelo tribunal, incluindo detalhes sobre a criação e o uso das contas. O caso segue agora para análise da Procuradoria-Geral Eleitoral, que poderá opinar sobre possíveis sanções ao candidato. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo portal G1.
