Defesa de Bolsonaro busca autorização para visita de meia-irmã de Michelle
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se submeterá a exames neste sábado (1º) e há a possibilidade de que ela necessite de internação. A informação foi divulgada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um pedido direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é obter uma exceção às restrições de visitas impostas a Bolsonaro para permitir a entrada de Geovanna Kathleen Ferreira Lima, meia-irmã de Michelle, que atuaria como cuidadora do ex-presidente e da filha do casal, Laura.
Segundo o documento apresentado à Justiça, Michelle Bolsonaro tem enfrentado um quadro de “recorrentes crises de enxaqueca”. A solicitação surge em um contexto de severas restrições de visitas a Jair Bolsonaro, determinadas por Alexandre de Moraes. O ministro já suspendeu o direito a visitas por um mês e, em outra decisão, proibiu tais contatos por 90 dias, medida que incluiu a restrição a um advogado do ex-presidente, seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As proibições ocorreram após a divulgação de uma carta na qual Bolsonaro reafirmava a escolha de seu pai para substituí-lo nas eleições presidenciais.
Histórico de restrições e pedidos negados
Não é a primeira vez que a defesa tenta incluir familiares no rol de visitantes sob a alegação de necessidade de cuidados. Em uma situação semelhante, um irmão de Michelle Bolsonaro teve seu acesso negado. Na ocasião, a defesa argumentou a necessidade de auxílio no cuidado com o ex-presidente e solicitou a inclusão de Carlos Eduardo Antunes Torres. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes questionou a formação do indivíduo e, diante da admissão de que ele não possuía formação na área da saúde, negou o pedido.
Naquele momento, Moraes fundamentou sua decisão ao entender que “não há justificativa para exceção em relação a Carlos Eduardo Antunes Torres, quando a própria defesa admite não ser profissional da área da saúde e que sua presença não se destina a cuidados médicos diretos ao apenado, mas sim ao auxílio em tarefas domésticas e familiares”. O ministro ainda ressaltou que, além dos funcionários da residência, Bolsonaro conta com segurança fornecida pelo Estado 24 horas por dia.
Formação da cuidadora solicitada
No pedido atual, a defesa menciona Geovanna Kathleen Ferreira Lima como possível cuidadora. A informação apresentada indica que Geovanna é formada em Arquitetura e Urbanismo e já atuou como assessora da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Contudo, o documento apresentado ao STF não detalha a formação de Geovanna em relação a cuidados de saúde, levantando a possibilidade de uma nova negativa por parte do ministro Alexandre de Moraes, seguindo o precedente anterior.
