Lula pede votos para Jaques Wagner em meio a investigações e critica Senado
Lula pede votos para Jaques Wagner em meio a investigações e critica Senado

Lula pede votos para Jaques Wagner em meio a investigações e critica Senado

Lula defende Jaques Wagner e ataca Senado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para a reeleição do senador Jaques Wagner (PT-BA) durante a convenção estadual do PT na Bahia, neste sábado (1º). O ato ocorreu dois dias após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter retirado o sigilo de […]

Resumo

Lula defende Jaques Wagner e ataca Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para a reeleição do senador Jaques Wagner (PT-BA) durante a convenção estadual do PT na Bahia, neste sábado (1º). O ato ocorreu dois dias após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter retirado o sigilo de documentos da Polícia Federal que detalham indícios de que Wagner teria recebido vantagens econômicas do grupo do Banco Master em troca de atuação política. A legislação eleitoral proíbe manifestações de campanha antes de 16 de agosto.

Lula apresentou Wagner e o ex-ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, como candidatos da chapa governista ao Senado, solicitando explicitamente o apoio eleitoral: “Eu preciso de dois votos: neste galego [referindo-se a Jaques Wagner] e neste companheiro aqui [referindo-se a Costa]”. Ao defender os petistas, o presidente exaltou a trajetória de Wagner, descrevendo-o como “um governador extraordinário” e o atual líder do governo no Senado, cargo que o próprio Wagner deixou em junho após o avanço da investigação.

As declarações de Lula vieram em meio a críticas ao desempenho da Casa Alta. “O Senado está muito ruim. O Senado está num baixo nível muito grande. E é preciso que a gente tenha gente que tenha maturidade política, que tenha competência política”, afirmou o presidente, sem mencionar diretamente o caso que envolve o senador baiano. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Polícia Federal e reportagens.

Detalhes da investigação sobre Jaques Wagner

Documentos revelados nos últimos dias apontam uma série de contatos e possíveis benefícios entre Jaques Wagner e Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, as trocas de ligações entre os dois, majoritariamente via WhatsApp, somaram cerca de cinco horas e meia entre novembro de 2023 e maio de 2025. Parte dessas conversas foi relacionada a assuntos de interesse do Master, e em uma ocasião, Wagner teria oferecido seu gabinete no Senado para uma reunião discreta com dirigentes ligados ao banco.

A investigação sugere que Wagner e pessoas de seu núcleo familiar poderiam ter recebido diversas vantagens. Entre elas, estão a aquisição de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, utilizando fundos e empresas interpostas; uma transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira, ligada à família do senador; o custeio de R$ 66,8 mil em ingressos para shows de Taylor Swift; e pelo menos cinco viagens em aeronaves associadas a Augusto Lima ou ao Master. As tratativas para a compra do apartamento teriam continuado mesmo após prisões relacionadas ao caso, com manobras para ocultar o negócio.

Os investigadores apuram se esses supostos benefícios foram concedidos em troca de atuação de Wagner em pautas estratégicas para o grupo financeiro, como a expansão do crédito consignado, o aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e as negociações para a venda do Master ao BRB. O senador foi alvo de busca e apreensão em 18 de junho e deixou a liderança do governo no Senado seis dias depois, sendo intimado a depor à PF no início de agosto. Wagner nega as acusações, afirma que o apartamento não faz parte de seu patrimônio e que moedas estrangeiras apreendidas tinham origem lícita. Até o momento, ele não foi denunciado formalmente.

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