Mendonça critica suspensão de campanha de Deltan Dallagnol no TSE
Mendonça critica suspensão de campanha de Deltan Dallagnol no TSE

Mendonça critica suspensão de campanha de Deltan Dallagnol no TSE

Mendonça vota contra suspensão da campanha de Deltan Dallagnol no TSE O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça votou contra a decisão liminar que suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. Apesar de a candidatura do ex-procurador seguir em vigor, ele está impedido de realizar atos de promoção eleitoral. […]

Resumo

Mendonça vota contra suspensão da campanha de Deltan Dallagnol no TSE

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça votou contra a decisão liminar que suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. Apesar de a candidatura do ex-procurador seguir em vigor, ele está impedido de realizar atos de promoção eleitoral. Mendonça divergiu do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, argumentando que a medida representa um “fim prematuro da campanha”.

“Vislumbro risco de dano inverso e de improvável (quiçá impossível) reparação, haja vista que a decisão ora examinada não apenas cuidou de retirar o acesso aos recursos do FEFC, mas impôs o que se pode denominar fim prematuro da campanha, haja vista que o candidato nem mesmo pode pedir voto”, escreveu Mendonça em seu voto. O presidente do TSE, Nunes Marques, acompanhou o entendimento de Mendonça, mas a maioria dos ministros (cinco contra dois) seguiu o relator, mantendo a proibição.

A decisão liminar, acatada pelo ministro Azevedo Marques a pedido da Coligação Paraná Para Todos, liderada pelo PT, impede Deltan Dallagnol de realizar atos de campanha, veicular propaganda em rádio e TV, e de receber ou utilizar recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Mendonça, em sua manifestação, ressaltou que a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) garante ao candidato com registro sub judice o direito de realizar todos os atos de campanha até uma decisão definitiva.

Divergência sobre o direito à elegibilidade

O ministro Mendonça defendeu que restrições a direitos fundamentais, como o de elegibilidade, devem ser aplicadas com “extrema parcimônia” pela Justiça Eleitoral. Ele alertou para os severos prejuízos de uma interrupção forçada em um momento crucial da disputa eleitoral, argumentando que o direito fundamental e constitucional à elegibilidade deve prevalecer. Além disso, Mendonça destacou que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro de candidatura de Deltan, seguindo a orientação histórica do TSE de que as condições de elegibilidade devem ser aferidas a cada eleição, sem vinculação automática a pleitos passados.

O ministro considerou que o mérito da ação deveria ser avaliado pelo TSE antes do primeiro turno das eleições, tornando injustificada a manutenção do veto cautelar antes da apreciação definitiva pelo plenário. A ação que levou à suspensão da campanha de Dallagnol foi movida pela coligação petista, que resgatou o processo de cassação do registro de candidatura do ex-procurador nas eleições de 2022, quando ele foi o candidato a deputado federal mais votado no Paraná.

Em nota, Deltan Dallagnol criticou o julgamento sigiloso, alegando que sua defesa não teve acesso ao processo nem pôde apresentar argumentos ou pedir a suspeição do ministro Dias Toffoli. O candidato declarou que pretende responsabilizar ministros por seus “abusos” no Senado Federal.

As informações foram reunidas a partir de declarações e decisões divulgadas no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral.

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