Mendonça vota para manter remoção de posts sobre Nossa Senhora Aparecida
Mendonça vota para manter remoção de posts sobre Nossa Senhora Aparecida

Mendonça vota para manter remoção de posts sobre Nossa Senhora Aparecida

Ministro do STF, André Mendonça, votou a favor da manutenção da remoção de publicações em redes sociais que veiculavam suposta notícia falsa sobre a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A decisão, proferida no plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reafirma o posicionamento inicial do ministro em atender a […]

Resumo

Ministro do STF, André Mendonça, votou a favor da manutenção da remoção de publicações em redes sociais que veiculavam suposta notícia falsa sobre a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A decisão, proferida no plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reafirma o posicionamento inicial do ministro em atender a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A controvérsia teve origem em postagens disseminadas por apoiadores da esquerda e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegavam que Flávio Bolsonaro seria o responsável pela remoção do título da santa. O senador negou veementemente as acusações. A disseminação dessas informações gerou uma crise de decisões conflitantes entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio TSE.

Em seu voto, Mendonça argumentou que as decisões tomadas não visam inibir críticas ou manifestações contundentes no debate político. Ao contrário, o ministro ressaltou que a proteção se estende à crítica, à opinião, à sátira, à manifestação religiosa e ao debate sobre a intersecção entre religião e política.

Atos contraditórios e intervenção no TSE

A escalada da crise ocorreu na semana passada, quando Mendonça atendeu ao pedido da defesa de Bolsonaro, ordenando a exclusão de mais de mil publicações. Pouco depois, o ministro Flávio Dino suspendeu essa decisão, alegando a necessidade de proteger a liberdade de expressão e evitar censura em massa. A intervenção de Dino foi contestada na segunda-feira (28) por Luiz Fux, que suspendeu a liminar do colega, restabelecendo a ordem de remoção dos posts.

Essa sequência de decisões divergentes entre ministros de diferentes cortes levou o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, a enviar um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin. No documento, Marques criticou o que considerou uma interferência indevida nas competências da Justiça Eleitoral. Inicialmente, esperava-se que Fachin levasse o caso para deliberação no plenário do STF, mas Nunes Marques se antecipou e colocou a questão para análise no plenário virtual do TSE, onde Mendonça agora reafirmou sua posição.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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