A Trombose do Viajante: Como Evitar Coágulos em Viagens Longas
A Trombose do Viajante: Como Evitar Coágulos em Viagens Longas

A Trombose do Viajante: Como Evitar Coágulos em Viagens Longas

O Risco Oculto nas Viagens Prolongadas A imobilidade prolongada durante viagens de longa duração, seja em aviões, ônibus, carros ou trens, pode desencadear um problema de saúde sério: a trombose venosa profunda (TVP), popularmente conhecida como “trombose do viajante”. Essa condição ocorre quando um coágulo sanguíneo (trombo) se forma em uma veia, geralmente nas pernas, […]

Resumo

O Risco Oculto nas Viagens Prolongadas

A imobilidade prolongada durante viagens de longa duração, seja em aviões, ônibus, carros ou trens, pode desencadear um problema de saúde sério: a trombose venosa profunda (TVP), popularmente conhecida como “trombose do viajante”. Essa condição ocorre quando um coágulo sanguíneo (trombo) se forma em uma veia, geralmente nas pernas, dificultando ou impedindo o fluxo normal do sangue de volta ao coração.

A explicação para esse fenômeno está na musculatura da panturrilha. Quando permanecemos sentados por muitas horas, essa musculatura, que atua como uma bomba impulsora do sangue, deixa de funcionar adequadamente. Consequentemente, o sangue nas pernas circula mais lentamente, criando um ambiente propício para a formação de coágulos. Em viagens de avião, o risco é potencializado pela altitude e pela menor concentração de oxigênio na cabine, similar a estar a 2.200 metros de altitude.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Nacional (SBACV) e pela Santa Casa de São Paulo.

Quem Deve Ter Mais Atenção?

Embora a chance de desenvolver TVP durante uma viagem seja baixa para indivíduos saudáveis, certos grupos precisam redobrar os cuidados. Pessoas com histórico pessoal ou familiar de trombose, gestantes, usuárias de contraceptivos hormonais, pacientes recém-operados, indivíduos com mobilidade reduzida ou idosos são mais suscetíveis. A trombose, em geral, não é causada por um único fator, mas sim por uma combinação deles, e a viagem pode ser o gatilho adicional.

Fatores como obesidade, tabagismo e sedentarismo também influenciam no desenvolvimento da condição. Nesses casos, é fundamental consultar um médico antes de embarcar em qualquer viagem prolongada. O desprendimento de um trombo pode levar a uma embolia pulmonar, uma complicação grave e potencialmente fatal.

Medidas Simples para Prevenir a Trombose

A principal recomendação dos especialistas para combater a “trombose do viajante” é simples: movimentar-se. Levante-se e caminhe por alguns minutos a cada uma ou duas horas. Em aviões, isso significa percorrer o corredor; em viagens de carro, realizar paradas periódicas para esticar as pernas.

Manter a panturrilha ativa é crucial. Mesmo sentado, é possível e recomendado fazer movimentos circulares com os pés, flexionar e estender os tornozelos, e contrair repetidamente os músculos da panturrilha. Evitar dormir por longos períodos em posições que restrinjam os movimentos também é essencial. Optar por assentos no corredor pode facilitar a mobilidade, e é aconselhável não obstruir o espaço para as pernas com bagagens.

A hidratação adequada é outro ponto chave. O ar da cabine de aeronaves é mais seco, e o consumo de álcool ou cafeína pode desidratar e concentrar o sangue. Portanto, beba bastante água, especialmente se consumir bebidas alcoólicas, café ou chá.

Vestuário e Acessórios: Aliados na Prevenção

Na hora de escolher o que vestir para viajar, priorize roupas confortáveis e evite peças apertadas. Para aqueles com maior risco, meias elásticas de compressão podem ser uma aliada importante. As meias que cobrem até o joelho (três quartos) são indicadas para trajetos mais longos.

Contudo, o uso de meias de compressão deve ser orientado por um médico. Um profissional poderá indicar o tamanho e o modelo adequados, pois meias inadequadas podem causar mais problemas do que benefícios, como compressão excessiva ou localizada.

Sintomas e Tratamento

Estar atento aos sinais da trombose é fundamental. A dor em uma das pernas é o sintoma mais comum, mas inchaço, sensibilidade na panturrilha ou coxa, aumento da temperatura local e alterações na coloração da pele também devem acender o alerta. Caso algum desses sintomas surja, é imprescindível procurar atendimento médico, pois o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo do estágio da condição.

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