Mário Frias rebate operação da PF e a chama de "cortina de fumaça"
Mário Frias rebate operação da PF e a chama de “cortina de fumaça”

Mário Frias rebate operação da PF e a chama de “cortina de fumaça”

Deputado federal Mário Frias (PL-SP) reagiu com veemência à operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10), da qual foi alvo. Ele classificou a ação como uma “cortina de fumaça” e negou categoricamente qualquer irregularidade na aplicação de emendas parlamentares sob sua responsabilidade. Frias declarou estar colaborando com as investigações. A Polícia Federal apura suspeitas […]

Resumo

Deputado federal Mário Frias (PL-SP) reagiu com veemência à operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10), da qual foi alvo. Ele classificou a ação como uma “cortina de fumaça” e negou categoricamente qualquer irregularidade na aplicação de emendas parlamentares sob sua responsabilidade. Frias declarou estar colaborando com as investigações.

A Polícia Federal apura suspeitas de desvio de verbas de emendas destinadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mário Frias figura como produtor-executivo da obra. “Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição, cortina de fumaça”, afirmou o parlamentar em um vídeo divulgado nas redes sociais.

A Operação Make Up, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em 3 de agosto, conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Além de Frias, a empresária Karina da Gama, proprietária da produtora Go Up, responsável pelo filme, também foi alvo da PF.

Defesa da legalidade e repasses

Mário Frias defendeu a legalidade da destinação de R$ 2 milhões em emendas individuais de sua autoria, que teriam sido direcionadas ao custeio de projetos esportivos e de letramento digital voltados para crianças e jovens. Segundo o deputado, todos os repasses são legais e devidamente registrados no Portal da Transparência. “Emenda parlamentar não é dinheiro que passa pela mão do deputado. Ela vai do Tesouro [Nacional] para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza a prestação de contas”, explicou Frias.

O parlamentar criticou a condução do inquérito, alegando que sua defesa tentou acessar o processo por meses sem sucesso. Ele declarou ter tomado conhecimento das acusações apenas pela imprensa no dia da operação. De acordo com Frias, a PF apreendeu celulares, documentos e um computador em sua residência. Ele argumentou que as acusações se baseiam em reportagens e em uma representação de uma parlamentar adversária política, além de citar o impacto emocional causado à sua família pela ação policial.

“Vou colaborar com tudo que for pedido, vou entregar cada documento e vou seguir na rua mantendo a minha agenda, representando o São Paulo e apoiando o meu presidente Flávio Bolsonaro”, concluiu o deputado. As informações foram obtidas a partir de declarações do deputado federal Mário Frias e informações divulgadas pela Polícia Federal e veículos de imprensa.

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