Senador Rogério Marinho justifica recusa em subscrever pedido de impeachment contra ministro do STF
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado Federal, anunciou que não assinará o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, segundo o parlamentar, baseia-se na necessidade de cautela diante do atual cenário institucional brasileiro, visando impedir que falhas processuais sejam utilizadas para anular o procedimento.
Marinho classificou as denúncias que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, como “gravíssimas”. No entanto, ele expressou preocupação de que qualquer irregularidade durante a tramitação do impeachment possa ser explorada posteriormente para invalidar o processo. “Se o presidente do Senado admitir o processo, nós, senadores, seremos julgadores. E, no ambiente institucional que o país atravessa, qualquer detalhe pode ser usado como subterfúgio para tentar anular o procedimento”, declarou Marinho em nota oficial.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo próprio gabinete do senador Rogério Marinho.
Medidas alternativas e pedido de afastamento
Apesar de sua posição em relação ao pedido de impeachment, Rogério Marinho informou que já tomou outras providências. Ele afirmou ter apresentado uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR), na qual solicita o afastamento e a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Adicionalmente, o senador comunicou ter solicitado o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Marinho também revelou ter oficiado o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para que seja aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Em sua nota, o líder da oposição reiterou a defesa pela apuração das denúncias e reforçou o princípio de que nenhuma autoridade está acima da lei, detalhando as ações que já foram formalizadas perante diferentes órgãos de controle e investigação.
