Djokovic choca ao ser eliminado precocemente no US Open e levanta dúvidas sobre futuro
Djokovic choca ao ser eliminado precocemente no US Open e levanta dúvidas sobre futuro

Djokovic choca ao ser eliminado precocemente no US Open e levanta dúvidas sobre futuro

Djokovic é surpreendido na estreia do US Open e futuro incerto paira sobre lenda do tênis Nova York – A presença de Novak Djokovic no US Open, em busca de seu 25º título de Grand Slam, terminou de forma abrupta e surpreendente neste domingo (30), com uma eliminação na primeira rodada. O sérvio, que há […]

Resumo

Djokovic é surpreendido na estreia do US Open e futuro incerto paira sobre lenda do tênis

Nova York – A presença de Novak Djokovic no US Open, em busca de seu 25º título de Grand Slam, terminou de forma abrupta e surpreendente neste domingo (30), com uma eliminação na primeira rodada. O sérvio, que há tempos domina o cenário do tênis mundial, foi superado pelo argentino Mariano Navone, 49º do ranking, em uma partida de cinco sets (7-6, 5-7, 4-6, 6-2, 6-1), marcada por visíveis dificuldades físicas e momentos de impotência.

O ex-número 1 do mundo, agora na quinta posição do ranking da ATP, não só se despediu do torneio, mas também deixou o público da quadra Arthur Ashe com a incerteza de ter presenciado sua última partida no Grand Slam americano. A eliminação precoce em uma primeira rodada de Grand Slam é um feito inédito para Djokovic desde 2006, intensificando as especulações sobre o futuro de sua carreira.

Após o confronto, Djokovic admitiu que as dificuldades físicas têm sido uma constante em sua temporada. “Meu corpo começa a falhar, com cãibras e dor. No fim, as costas e o ombro me abandonaram e não consegui terminar em boas condições”, declarou o tenista de 39 anos, que evitou fazer projeções sobre os próximos meses. O sérvio, que foi finalista do Aberto da Austrália e chegou às quartas de final de Wimbledon este ano, já vinha demonstrando um desgaste físico considerável, agravado pelas condições de calor e umidade de Nova York.

Um corpo que falha e a luta contra o tempo

Apesar de ter conquistado seu último título de Grand Slam no US Open em 2023, o torneio é, ao lado de Roland Garros, um dos mais exigentes fisicamente para Djokovic. A falta de frescor físico, que já se manifestava em Wimbledon e no Aberto da Austrália, torna a disputa em Nova York ainda mais árdua, especialmente para um atleta que se aproxima dos 40 anos. Durante a partida contra Navone, Djokovic foi visto tentando se refrescar com gelo no rosto e chegou a vomitar em diversas ocasiões, evidenciando o seu sofrimento em quadra.

Apesar do cenário preocupante, a carreira de Djokovic é marcada por reviravoltas e a capacidade de superar previsões. Um exemplo disso foi seu retorno a Roland Garros um ano após um longo período afastado e uma eliminação que sugeria o fim de sua trajetória em Paris. Contudo, o momento atual o coloca em uma posição delicada. O sérvio reconheceu estar “um ou dois níveis abaixo” de rivais como Jannik Sinner, atual número 1 do mundo, e Carlos Alcaraz, número 3.

O peso da idade e o futuro em aberto

A derrota para Mariano Navone, um adversário com um currículo menos expressivo, acende um alerta sobre o declínio físico do sérvio. Navone, por sua vez, demonstrou incredulidade com a vitória sobre o que considera o “GOAT” (maior jogador de todos os tempos), reafirmando a força mental de Djokovic em superar seus oponentes.

Com o risco de sair do Top 10 da ATP, o caminho de Djokovic nos Grand Slams tende a se tornar mais desafiador. A sua melhor, e talvez última, chance de alcançar o histórico 25º título de Grand Slam pode ser no Aberto da Austrália de 2027, torneio que já venceu dez vezes. No entanto, a questão que paira no ar é se o corpo do lendário tenista permitirá que ele chegue até lá em condições de competir no mais alto nível.

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