Estado de São Paulo confirma 15º caso de sarampo em 2026
O estado de São Paulo alcançou a marca de 15 casos confirmados de sarampo em 2026, com o registro mais recente em uma criança de um a dois anos, residente em Guarulhos, na região metropolitana. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. Do total de casos, 12 foram notificados no município de São Paulo e dois em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O número representa um aumento significativo em relação ao ano anterior, quando apenas dois casos foram registrados em todo o território paulista, ambos na capital.
O sarampo é reconhecido como uma das doenças mais contagiosas globalmente, com transmissão predominantemente aérea, especialmente em ambientes fechados e com grande aglomeração de pessoas. Os sintomas clássicos incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e o aparecimento de manchas avermelhadas na pele, que se manifestam entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus. Crianças menores de cinco anos, e em particular bebês com até um ano de idade, correm maior risco de desenvolver complicações graves da doença, sendo a pneumonia a principal causa de óbito nesse grupo.
Ações de vacinação e recomendação para a população
Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria da Saúde de São Paulo reitera a importância da aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que residem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. É fundamental ressaltar que esta dose adicional não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, e as crianças devem seguir o esquema vacinal de rotina, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral (que inclui a proteção contra varicela), aos 15 meses.
Uma campanha de vacinação contra o sarampo ocorrerá entre 3 de agosto e 1º de setembro, abrangendo pessoas de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Durante este período, a vacinação será realizada independentemente do histórico vacinal prévio, não sendo necessário comprovar se as doses já foram aplicadas. A recomendação é que toda a população nessa faixa etária receba o imunizante, mesmo que o esquema vacinal completo de duas doses da tríplice viral já esteja em dia. A orientação também se estende a profissionais que atuam nas três cidades mencionadas.
Para a população em geral, o esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses da vacina tríplice viral: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com a vacina tetraviral. Pessoas de 1 a 29 anos devem ter o esquema completo com duas doses da tríplice viral. Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada ao menos uma dose. Profissionais de saúde, independentemente da idade, precisam comprovar a aplicação de duas doses do imunizante.
