Candidato presidencial critica decisão judicial e evoca protagonismo em manifestações
O pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, comparou nesta segunda-feira (31) a decisão do ministro Dias Toffoli, que impôs restrições à sua campanha digital, a uma “inflexão autoritária”. Em coletiva de imprensa, Renan relembrou a fundação do Movimento Brasil Livre (MBL) e a articulação que, segundo ele, retirou uma “quadrilha” do poder durante o governo petista, culminando no impeachment de Dilma Rousseff em 2016. A nomeação de Toffoli para o Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreu durante um mandato do PT.
Santos rememorou a onda de manifestações populares que, uma década atrás, impulsionaram o processo de impeachment. Ele citou a participação de Kim Kataguiri e outros membros do MBL em marchas e acampamentos em Brasília como catalisadores de mobilizações nacionais. “Há exatos 10 anos, caía o governo Dilma Rousseff. Jamais imaginaria que, uma década depois, estaria aqui. Liderei manifestações nas ruas, articulações e pude colocar, em certa medida, meu nome na história, junto a outras pessoas, retirando uma quadrilha que transformava o país em uma pocilga do ponto de vista político e moral”, declarou Renan, que teve seu perfil em uma rede social suspenso.
Restrições à campanha e acusações de “cassaçãp branca”
A decisão de Toffoli, que restringiu a campanha de Renan Santos com base em supostas irregularidades em seus perfis digitais, além de proibi-lo de participar de sabatinas e de acessar o fundo eleitoral, foi classificada pelo candidato como uma “cassaçãp branca”. “Não dá para explicar de maneira razoável, nem de maneira jurídica, nem de maneira política, esta decisão”, afirmou, lamentando o que descreveu como uma “espécie de ditadura do Judiciário” que interfere nas eleições e na vida dos cidadãos. Ele ressaltou que até mesmo adversários políticos demonstraram apoio diante da medida.
Contexto político e apelo à “geração sem esperança”
Renan Santos buscou contextualizar a decisão de Toffoli como um ataque a uma geração que se sente sem esperança, com o objetivo de limitar sua participação política em 2026. “Não querem que nossa geração participe. (…) Sejamos sinceros, o que Dias Toffoli fez é uma demonstração clara da intenção de nos retirar”, concluiu, reforçando a ideia de que a medida visa impedir sua ascensão política.
