Planos de saúde agora cobrirão DIU hormonal para tratamento de endometriose
Planos de saúde agora cobrirão DIU hormonal para tratamento de endometriose

Planos de saúde agora cobrirão DIU hormonal para tratamento de endometriose

A partir de 1º de outubro, planos de saúde terão a obrigação de cobrir o dispositivo intrauterino (DIU) ou sistema intrauterino (SIU) hormonal, contendo o hormônio levonorgestrel, para o tratamento de endometriose. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou a resolução que atualiza a Diretriz de Utilização (DUT) vinculada ao Rol de Procedimentos e […]

Resumo

A partir de 1º de outubro, planos de saúde terão a obrigação de cobrir o dispositivo intrauterino (DIU) ou sistema intrauterino (SIU) hormonal, contendo o hormônio levonorgestrel, para o tratamento de endometriose. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou a resolução que atualiza a Diretriz de Utilização (DUT) vinculada ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde no Diário Oficial da União, ampliando as coberturas disponíveis para as beneficiárias.

A nova regra se aplica em casos onde há contraindicação ou quando a paciente não adere aos contraceptivos orais combinados (que unem estrogênio e progestagênio), além de situações em que o uso do DIU hormonal é indicado em bula registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Anteriormente, os planos de saúde já eram obrigados a cobrir o DIU de cobre (não hormonal) e o DIU hormonal Mirena/Kyleena para fins de planejamento familiar geral, mas a inclusão específica para endometriose representa um avanço significativo no acesso ao tratamento.

A cobertura determinada pela ANS abrange tanto o fornecimento do dispositivo quanto o procedimento de implante. Isso significa que, se um médico prescrever o DIU ou SIU hormonal com base nos critérios estabelecidos pela resolução, os planos de saúde não poderão mais recusar a cobertura. Em caso de negativas indevidas, as beneficiárias têm o respaldo da norma para registrar reclamações formais junto à agência reguladora.

É importante notar que a mesma obrigatoriedade de cobertura e indicação já é válida para o Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2025. A endometriose é uma condição ginecológica crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e entre 5% e 15% no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde. A doença se caracteriza pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, o que pode causar inflamação, dor intensa e dificuldade para engravidar. O diagnóstico pode ser demorado, e embora não haja cura, os tratamentos visam controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

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