Polícia Federal busca terceira investigação sobre Fábio Luís da Silva
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. As suspeitas recaem sobre supostos crimes de corrupção e tráfico de influência durante o governo. A iniciativa gerou uma mobilização da defesa, que buscou audiências com autoridades e também acionou o STF.
Os dois inquéritos anteriores, também solicitados pela PF e autorizados pelo ministro André Mendonça, tratavam de alegações de favorecimento a empresas parceiras e de licitações na Dataprev. A justificativa para o novo pedido, segundo informações preliminares, também envolveria o favorecimento a empresas, embora detalhes específicos não tenham sido divulgados.
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, expressou preocupação com o que considera uma utilização político-eleitoral das investigações. Carvalho se reuniu com o Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para solicitar providências enérgicas, argumentando que a condução dos inquéritos, sem acesso aos autos, visa unicamente a provocar desgaste político, especialmente em um período pré-eleitoral. O advogado também se dirigiu ao STF para tentar obter esclarecimentos e informações sobre os procedimentos.
Defesa alega falta de acesso e preocupação com a legalidade
Marco Aurélio de Carvalho afirmou em entrevista exclusiva que a situação “saiu do controle” e que ele mesmo desconhece os detalhes dos inquéritos, defendendo que o anterior deveria ter sido arquivado. A preocupação com a legalidade das investigações foi reforçada por outro advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori, que apontou a publicização “seletiva dos procedimentos” como um indicativo de que a defesa deve se atentar à lisura do processo.
Suguimori assegurou que Fábio Luís da Silva permanecerá à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários, demonstrando tranquilidade diante das investigações. A defesa busca garantir que a condução dos inquéritos respeite os princípios legais e não seja instrumentalizada para fins políticos.
Até o momento, o STF confirmou a autorização dos dois primeiros inquéritos, mas não forneceu informações oficiais sobre o teor do terceiro pedido. A relatoria do novo inquérito ainda não foi definida, mas é possível que recaia sobre o ministro André Mendonça, que já autorizou os anteriores.
