Nunes Marques pauta para quarta (30) julgamento sobre fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida
Nunes Marques pauta para quarta (30) julgamento sobre fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida

Nunes Marques pauta para quarta (30) julgamento sobre fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida

TSE decide julgar nesta quarta (30) a polêmica liminar sobre fake news religiosa. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, agendou para esta quarta-feira (30) o julgamento de uma decisão liminar que determinou a remoção de publicações sobre uma notícia falsa envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora […]

Resumo

TSE decide julgar nesta quarta (30) a polêmica liminar sobre fake news religiosa.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, agendou para esta quarta-feira (30) o julgamento de uma decisão liminar que determinou a remoção de publicações sobre uma notícia falsa envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida. A fake news em questão alegava que o candidato teria a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil da santa.

A análise ocorrerá em sessão extraordinária do plenário virtual do TSE. O caso ganhou contornos de embate judicial após uma série de decisões e contestações entre o próprio TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo diferentes ministros de ambas as cortes.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela imprensa sobre as decisões judiciais.

Disputa de competências e reviravoltas no STF

A controvérsia começou com uma liminar do ministro André Mendonça, do STF, no último dia 25, determinando a exclusão de conteúdos que disseminavam a informação falsa. Em resposta, a defesa do humorista Antonio Tabet, uma das pessoas afetadas pela decisão, recorreu ao STF em uma ação que tratava de remoção de posts relacionados a Deltan Dallagnol (Novo-PR), sob relatoria do ministro Flávio Dino.

No domingo (27), Dino suspendeu a ordem de Mendonça, liberando a publicação de Tabet e estendendo a decisão para outros conteúdos semelhantes. Contudo, a defesa de Flávio Bolsonaro buscou o ministro Luiz Fux, relator de uma ação sobre o Marco Civil da Internet no STF, solicitando a restauração da determinação da Justiça Eleitoral. No final da noite de segunda (28), Fux reverteu a decisão de Dino, restabelecendo a ordem de Mendonça e concedendo um prazo de 24 horas para que as plataformas digitais retirassem os posts.

Reclamação formal no STF e críticas à sobreposição de competências

Tanto Dino quanto Fux haviam pedido que suas decisões fossem submetidas ao plenário do STF, mas o presidente da Corte, Edson Fachin, ainda não definiu data para a análise. A intervenção de Dino na decisão de Mendonça gerou uma reclamação formal de Nunes Marques a Fachin. O presidente do TSE expressou preocupação com o risco de “captura institucional” do TSE por membros do STF e cobrou medidas para garantir a distribuição equitativa de relatores e a regularidade da jurisdição eleitoral. Sem mencionar Dino diretamente, Nunes Marques criticou “episódios reiterados de indevida sobreposição de competência” no âmbito do STF, que, segundo ele, impactam diretamente a condução das eleições pelo TSE.

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