O debate sobre a luz azul e o sono ganha novas nuances.
Na era digital, a tentação de se conectar a telas antes de dormir é quase universal. Uma pesquisa recente com mais de 122 mil adultos revelou que 41% utilizam algum tipo de dispositivo eletrônico na hora que antecede o sono, enquanto apenas 17% afirmam se desconectar completamente. Embora o uso de telas à noite seja frequentemente associado a noites mal dormidas, a culpa atribuída especificamente à luz azul pode ser um exagero, segundo novas evidências científicas.
A teoria predominante associa a luz azul emitida por smartphones, tablets e computadores à supressão da melatonina, o hormônio que regula o ciclo sono-vigília. Essa sensibilidade à luz azul se deve a um pigmento nos olhos chamado melanopsina, que é particularmente reativo a comprimentos de onda em torno de 480 nanômetros, justamente na faixa azul do espectro. A exposição a essa luz sinaliza ao cérebro que é dia, inibindo a produção de melatonina e promovendo o estado de alerta.
No entanto, a extrapolação desses achados para o cotidiano e a consequente proliferação de produtos como óculos e filtros de tela com foco exclusivo no bloqueio da luz azul levantam questionamentos. A ciência por trás desse
