Governo Federal planeja oferecer tratamento para obesidade através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em meio a um cenário de reajuste do Bolsa Família, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou a intenção de incluir a distribuição gratuita do Mounjaro, popularmente conhecido como “caneta emagrecedora”, no SUS. O anúncio foi feito durante agenda em Montes Claros, Minas Gerais, na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Lula destacou a importância do medicamento para o tratamento da obesidade, mas ressaltou a necessidade de um controle para evitar prescrições indiscriminadas.
A declaração surge em um momento de acirramento da campanha eleitoral, com pesquisas indicando um empate técnico entre o presidente e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A proposta de disponibilizar o medicamento, cujo custo é elevado e o acesso atualmente restrito, levanta debates sobre sua viabilidade e motivações.
Críticas e acusações de “compra de voto”
O senador Flávio Bolsonaro reagiu prontamente ao anúncio, acusando o presidente de tentar “comprar o voto dos pobres” com medidas consideradas “eleitoreiras”. Em transmissão ao vivo em suas redes sociais, o parlamentar criticou o reajuste do Bolsa Família, classificando-o como “miséria” e “migalhas”, e afirmou que, caso eleito, seu governo “fará muito mais” para melhorar a vida da população.
Apesar das críticas, Flávio Bolsonaro declarou que, se vencer as eleições, manterá o reajuste do Bolsa Família. A polêmica em torno da “caneta emagrecedora” e do programa social evidencia as estratégias eleitorais em curso e o debate sobre as políticas públicas voltadas para a população de baixa renda e o combate à obesidade no país.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo portal G1.
