No Graacc, a luta contra o câncer infantil ganha contornos de aventura e carinho, onde super-heróis e bonecas ajudam a transformar sessões de radioterapia em momentos mais leves.
Para a pequena Marynna Vieira Batista, de 3 anos, uma visita ao Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), em São Paulo, se assemelha a um passeio. Enquanto aguardava a condução do Homem-Aranha para a sala de radioterapia, a menina fez questão de retocar o batom, combinando-o com um laço rosa nos cabelos. Essa atmosfera de afeto e diversão é parte fundamental do trabalho de humanização desenvolvido pela instituição para aliviar o pesado tratamento oncológico infantil.
Marynna chegou ao Graacc em maio de 2026, transferida do Hospital Municipal de Barueri, com o diagnóstico de ependimoma de fossa posterior, um tumor maligno no sistema nervoso. Sua mãe, Mariana Vieira da Silva, relata que a filha sofria de dores de cabeça intensas e vômitos há mais de um mês, quadro que não foi identificado por médicos em sua cidade de origem. No Graacc, a menina passou por duas cirurgias e 30 sessões de radioterapia. “Minha filha acordou da cirurgia sem os sintomas”, conta Mariana, emocionada com a rapidez e eficácia do atendimento.
A reportagem acompanhou o momento antes e depois da última sessão de radioterapia de Marynna. Vestido de Homem-Aranha, o técnico de enfermagem Fernando Rodrigues Lacerda, 46 anos, conduziu a menina em uma maca pela rampa que leva à sala de tratamento, transformando o trajeto em uma divertida
