Presidente do STF aciona Polícia Federal diante de ameaças contra membros da Corte
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (9) a abertura de investigação pela Polícia Federal para apurar ameaças de agressão e assassinato contra o ministro Flávio Dino e outros integrantes da Corte. A decisão surge após Dino ter exposto em suas redes sociais um relatório de segurança do STF que aponta a existência de milhares de mensagens com incitação à violência, incluindo menções a invasão do tribunal, fuzilamento, explosão e linchamento de ministros.
Em nota, o STF informou que a Polícia Federal recebeu uma avaliação técnica de segurança sobre as ameaças identificadas, para que sejam tomadas as medidas cabíveis. O ministro Fachin assegurou que o tribunal “permanece atento à segurança de seus ministros e em articulação com os órgãos competentes”.
Alvos das ameaças incluem ministros e autoridades federais
As mensagens de ódio e violência não se limitam ao ministro Flávio Dino, mas também citam os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Além deles, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também foram alvos das intimidações. O ministro Dino ressaltou que o ódio expresso nas mensagens é alimentado pela disseminação de inverdades, com o objetivo de gerar violência. “Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, declarou.
Crescente onda de ataques contra o Judiciário
A ação de Fachin ocorre em um contexto de crescente número de ameaças direcionadas a membros do Poder Judiciário. Na quinta-feira (8), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, também solicitou à Polícia Federal a investigação de mais de 30 mil ameaças e ataques contra servidores da Justiça Eleitoral nas redes sociais. Em resposta, o TSE implementou medidas de segurança para proteger seus funcionários e familiares, além de oferecer apoio psicológico.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Tribunal Superior Eleitoral.
