Brasil encerra jejum de vitórias em Copas com derrota histórica
A eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, após derrota para a Noruega nas quartas de final, marca um feito inédito para o futebol nacional: pela primeira vez desde 1934, o Brasil foi retirado da competição por uma equipe que não alcançou o pódio.
A campanha norueguesa, liderada por Erling Haaland, garante no máximo a quinta colocação no torneio, um resultado que, historicamente, sempre esteve associado a seleções que avançaram às semifinais ou disputaram o terceiro lugar contra o Brasil em edições anteriores.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela reportagem.
Um recorde negativo com quase um século
A última vez que o Brasil foi eliminado por uma seleção que não terminou entre as três primeiras colocadas de uma Copa do Mundo foi na edição de 1934, na Itália. Naquela ocasião, a Espanha, que viria a ser a quinta colocada, venceu o Brasil nas oitavas de final. A equipe brasileira, comandada por Leônidas da Silva, viu os espanhóis serem posteriormente eliminados pela Itália, que se sagraria campeã.
Desde então, todas as seleções que impediram o avanço brasileiro em Copas do Mundo terminaram o torneio entre as três melhores. Essa sequência inclui derrotas para equipes vice-campeãs como França (2006), Holanda (2010), e terceiras colocadas como Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022).
Contexto histórico das eliminações brasileiras
Analisando o histórico, mesmo em eliminações em fases de grupos ou de grupos secundários, como em 1966 e 1982, o Brasil enfrentou adversários que realizaram campanhas de destaque. Em 1966, a eliminação na primeira fase ocorreu em um grupo com Portugal, que terminou em terceiro lugar. Em 1982, a queda na segunda fase de grupos foi para a Itália, futura campeã.
As Copas de 1974 e 1978 apresentaram formatos distintos, sem semifinais diretas, onde o Brasil disputou o terceiro lugar. Em 1974, ficou em quarto após derrota para a Polônia, enquanto em 1978 conquistou o terceiro lugar após vencer a Itália.
Outras eliminações notáveis incluem a derrota na final para a França em 1998, nas oitavas para a vice-campeã Argentina em 1990, e na semifinal para a futura campeã Itália em 1938, quando o Brasil terminou em terceiro.
O impacto da nova marca histórica
A eliminação para a Noruega em 2026 amplia o maior jejum da seleção brasileira em Copas do Mundo desde 1958, ano da conquista do primeiro título. Com a derrota, o Brasil chegará à Copa de 2030, que será sediada por Portugal, Espanha e Marrocos, acumulando 28 anos sem levantar a taça.
Este novo recorde negativo, portanto, adiciona uma camada de preocupação e reflexão sobre o desempenho recente da seleção brasileira em torneios de nível mundial, quebrando uma tradição de confrontos decisivos apenas contra as potências do futebol.
