Defesa contesta violência e pede soltura de empresário investigado
Os advogados de Daniel Vorcaro divulgaram um comunicado nesta quarta-feira (30) em que negam veementemente qualquer ato de violência, intimidação ou ameaça por parte do empresário. A manifestação ocorreu após o depoimento de Vorcaro à Polícia Federal (PF) sobre a suposta operação de uma milícia conhecida como “A Turma” ou “Os Meninos”, utilizada para constranger adversários. A defesa argumenta que, após oito meses de investigação, nenhuma vítima foi identificada, e solicita a liberdade do cliente.
Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro, foram ouvidos pela PF. A defesa questionou a própria existência da organização investigada, admitindo apenas que Daniel conhecia Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que faleceu sob custódia da PF. Os advogados buscaram desvincular Vorcaro das ações de Mourão, que teriam incluído vigilância e acesso a sistemas de segurança de forças policiais.
Quanto a mensagens que sugeririam o uso de violência contra rivais, a defesa atribuiu tais comunicações a “momentos de indignação” sem repercussão prática. Segundo a nota, as expressões “A Turma” e “Os Meninos” nunca designaram grupos específicos ou estruturas organizadas, e não há ilicitude atribuível a Daniel Vorcaro. Foi esclarecido que Vorcaro possuía um contrato formal com Luiz Phillipi Mourão para prestação de serviços de inteligência e segurança digital.
Argumentos da defesa e pedido de liberdade
A defesa sustentou que Daniel Vorcaro sempre buscou medidas legais e oficiais em situações de conflito, como o registro de ocorrências e a formalização de queixas, sem nunca solicitar acesso indevido a sistemas restritos. Desabafos em mensagens privadas, quando descontextualizados, não resultaram em consequências reais ou riscos a terceiros, conforme a sequência completa das mensagens e o perfil pacífico de Vorcaro. A defesa também apresentou provas de que não houve plano de fuga, citando comunicação prévia de viagem a autoridades e reservas antecipadas.
A defesa criticou o vazamento de mensagens protegidas por sigilo legal, que teriam sido usadas para construir narrativas fantasiosas. Foi ressaltado que, em 04 de março de 2026, Daniel Vorcaro cumpria recolhimento domiciliar, colaborando com as investigações, o que tornaria a prisão inoportuna e desnecessária. Diante dos esclarecimentos prestados, a defesa reiterou que Daniel Vorcaro pode aguardar o desfecho das investigações em liberdade, sem acusação formal ou denúncia em seu desfavor, após quase um ano do início da Operação Compliance Zero. A soltura imediata foi solicitada para que o investigado continue colaborando com as autoridades.
A manifestação foi assinada pelos advogados Sérgio Leonardo, Engels Muniz e Daniel Bialski.
