Preocupação em Brodowski: Aulas suspensas por mistério dermatológico em escolas
A cidade de Brodowski, no interior de São Paulo, suspendeu as aulas na rede municipal a partir desta quarta-feira (30) para investigar uma série de casos de um problema de pele de origem desconhecida que tem afetado alunos. A prefeitura confirmou, em nota divulgada na terça-feira (29), que apura “casos de manifestações dermatológicas inespecíficas em algumas unidades escolares”. Até o momento, não há um diagnóstico confirmado nem elementos que caracterizem um surto da condição.
Como medida de precaução, as atividades escolares foram interrompidas para que se realizem procedimentos de dedetização e higienização em todas as escolas municipais. Paralelamente, a gestão pública estabeleceu uma sala de situação e aumentou o número de profissionais de saúde para avaliar os estudantes afetados, com acompanhamento clínico e epidemiológico detalhado.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Prefeitura de Brodowski e pela Secretaria de Estado da Saúde.
Investigação em andamento e medidas de contenção
Em comunicado oficial divulgado em suas redes sociais, a prefeitura esclareceu que a situação “não está relacionada ao ambiente ou às instalações das escolas”. A principal preocupação reside na possibilidade de transmissão entre os alunos, o que pode facilitar a disseminação de doenças. Para auxiliar na identificação da causa, amostras foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, aguardando-se os resultados das análises para um diagnóstico conclusivo.
Um relato particular chamou a atenção: Andréa de Souza Oliveira, mãe de um aluno de 8 anos da Emef Tiradentes, contou que seu filho apresentou coceira intensa e manchas vermelhas em diversas partes do corpo cerca de 20 dias após sair de casa sem apresentar qualquer sintoma. Segundo ela, o filho relatou que naquele dia os alunos não saíram da sala, descartando contato com gramados ou animais da escola.
Relatos de pais e acompanhamento estadual
Inicialmente, a mãe suspeitou de catapora, mas o médico do pronto-socorro municipal, após consulta a informações online, sugeriu que poderia se tratar de picada de inseto, recomendando pomada com corticoide e antialérgico. Apesar do tratamento, a coceira e a vermelhidão persistiram por uma semana, sem que a criança apresentasse febre ou outros sintomas de doença. As lesões cicatrizaram e o menino está recuperado.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que o caso está sendo acompanhado pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica de Ribeirãopreto em conjunto com a Vigilância de Brodowski. As equipes estaduais estão realizando monitoramento epidemiológico, coleta de amostras e prestando orientações ao município.
Publicações da prefeitura sobre o ocorrido nas redes sociais geraram comentários de outros moradores, incluindo o relato de uma avó cuja neta, aluna da Emef Professora Nair Duarte do Pátio Franzoni, apresenta febre alta há uma semana, mesmo sob medicação.
