MedDança: Projeto de alunos da USP transforma a medicina em arte e alivia o estresse acadêmico
MedDança: Projeto de alunos da USP transforma a medicina em arte e alivia o estresse acadêmico

MedDança: Projeto de alunos da USP transforma a medicina em arte e alivia o estresse acadêmico

Projeto de dança na FMUSP oferece refúgio e desenvolve a humanização na formação médica Em meio à intensa rotina de estudos e desafios da graduação em medicina, um projeto inovador na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) tem se destacado como um oásis de alívio e desenvolvimento pessoal: o MedDança. Criado em […]

Resumo

Projeto de dança na FMUSP oferece refúgio e desenvolve a humanização na formação médica

Em meio à intensa rotina de estudos e desafios da graduação em medicina, um projeto inovador na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) tem se destacado como um oásis de alívio e desenvolvimento pessoal: o MedDança. Criado em 2014 por iniciativa dos próprios alunos para combater o estresse inerente ao curso, o projeto evoluiu e hoje é uma extensão oficial da faculdade, além de uma atividade extracurricular que contribui para a formação integral dos estudantes.

A décima edição da Grande Apresentação (GA), espetáculo anual do MedDança, realizada recentemente no teatro da FMUSP, demonstrou a vitalidade e o impacto do projeto. O evento, que reuniu 21 coreografias, apresentou uma diversidade de estilos, desde o hip hop mesclado com balé clássico até ritmos brasileiros como forró e samba. O MedDança não exige experiência prévia em dança e acolhe todos os tipos de corpos, promovendo um ambiente inclusivo e livre de pressões.

As informações foram reunidas a partir de declarações de Beatriz Thiemi Mazzer Okuyama, aluna do terceiro ano da FMUSP, e da professora Ana Cláudia Camargo Gonçalves Germani, do Departamento de Medicina Preventiva, além de observações sobre o evento.

Um Respiro Essencial na Jornada Acadêmica

Beatriz Thiemi Mazzer Okuyama, 22, aluna do terceiro ano da FMUSP, enfatiza a importância de atividades extracurriculares para manter o equilíbrio emocional. “A pessoa não vai aguentar ser médica se não encontrar outra coisa que não seja a medicina. A vida será muito rasa. Não somos robôs”, afirma. Para ela, o MedDança é um espaço fundamental para amenizar a tensão das provas e dos desafios da graduação, permitindo que os estudantes se redescubram fora do universo estritamente médico. A dança a ajudou a refletir sobre suas qualidades e paixões, encontrando na arte um diferencial pessoal.

As aulas do MedDança ocorrem às terças e quintas-feiras, no teatro da FMUSP, e são ministradas pelos próprios alunos, com a participação ocasional de professores convidados. O repertório inclui balé clássico, contemporâneo, jazz, hip-hop, street dance, funk, forró, samba, zumba, entre outros. A coordenação e as decisões sobre o projeto são inteiramente de responsabilidade dos estudantes, o que fomenta o protagonismo e a autonomia.

Humanização e Profissionalismo: a Dança como Ferramenta

A professora Ana Cláudia Camargo Gonçalves Germani ressalta que a união entre dança e medicina vai além do alívio do estresse, promovendo a humanização na prática médica. “Em tempos de tanta tecnologia computacional, eu acho que a arte humaniza. A medicina é a humanidade em prática. É uma profissão que trata de corpos, e a dança é uma linguagem de corpos”, explica Germani. Ela acredita que o MedDança contribui para que os futuros médicos sejam mais empáticos e compreensivos em suas relações com pacientes e colegas.

Tuca Neves Maia, 21, aluno do quarto ano de medicina e integrante da diretoria do MedDança, compartilha essa visão. Tuca, que se mudou de Recife para São Paulo para estudar na USP, viu na dança uma forma de conectar a sensibilidade artística com a prática médica. “Propor um cuidado em conjunto exige aceitar que você não sabe tudo e que o melhor para o paciente envolve questões psicossociais, redes de apoio e valores de vida, e não apenas fatores biológicos”, reflete. Ele enxerga um paralelo entre a relação médico-paciente e as dinâmicas do palco, onde ambos os contextos lidam fundamentalmente com relações humanas e a busca pela compreensão do outro.

O MedDança, portanto, não é apenas uma atividade para aliviar a pressão acadêmica, mas uma iniciativa que molda profissionais mais completos, sensíveis e humanizados, preparados para os desafios complexos e multifacetados da medicina.

Tags:

Veja Também

Modelo de produção BYD pode eliminar 90% dos empregos automotivos no Brasil, alerta Stellantis

Modelo de produção BYD pode eliminar 90% dos empregos automotivos no Brasil, alerta Stellantis

Menopausa: Lubrificantes e atenção às preliminares são chaves para manter a vida sexual ativa

Menopausa: Lubrificantes e atenção às preliminares são chaves para manter a vida sexual ativa

Blue Origin Acelera Expansão na Flórida para Concorrer com SpaceX

Blue Origin Acelera Expansão na Flórida para Concorrer com SpaceX

O que acontece com seu cérebro quando você não consegue parar de rir?

O que acontece com seu cérebro quando você não consegue parar de rir?

Conselho Internacional Decide Abolir Segundos Extras e Reacende Debate Global sobre o Tempo

Conselho Internacional Decide Abolir Segundos Extras e Reacende Debate Global sobre o Tempo