Linfoma não Hodgkin: Entenda o câncer que afetou o cantor Netinho
Linfoma não Hodgkin: Entenda o câncer que afetou o cantor Netinho

Linfoma não Hodgkin: Entenda o câncer que afetou o cantor Netinho

O que é o Linfoma não Hodgkin? O linfoma não Hodgkin é um grupo de cânceres que se originam nos linfócitos, células de defesa do organismo que compõem o sistema linfático. Essa rede de vasos, gânglios e órgãos, responsável por transportar a linfa e células do sistema imunológico, está presente em todo o corpo, o […]

Resumo

O que é o Linfoma não Hodgkin?

O linfoma não Hodgkin é um grupo de cânceres que se originam nos linfócitos, células de defesa do organismo que compõem o sistema linfático. Essa rede de vasos, gânglios e órgãos, responsável por transportar a linfa e células do sistema imunológico, está presente em todo o corpo, o que permite que os tumores surjam em diversas regiões. Existem dezenas de subtipos da doença, com velocidades de crescimento e respostas ao tratamento que variam consideravelmente. Alguns evoluem lentamente, enquanto outros são mais agressivos e podem progredir rapidamente.

No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de que sejam registrados 12.560 novos casos anualmente entre 2026 e 2028, sendo 6.580 em homens e 5.980 em mulheres. Os linfomas não Hodgkin podem se desenvolver a partir de linfócitos B, linfócitos T ou células NK. Os linfomas de células B são os mais comuns, representando cerca de 85% dos casos, segundo o A.C. Camargo Cancer Center. A classificação como tipo B, como no caso do cantor Netinho, não define sozinha a gravidade ou as chances de cura, sendo essencial identificar o subtipo específico e a extensão da doença.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Inca e pelo A.C. Camargo Cancer Center.

Sintomas e Diagnóstico

Um dos sinais mais comuns do linfoma não Hodgkin é o aumento dos gânglios linfáticos, que pode se manifestar como caroços indolores no pescoço, axilas ou virilha. Gânglios em regiões internas, como tórax e abdômen, também podem aumentar. Outros sintomas incluem febre persistente sem causa aparente, suores noturnos excessivos, perda de peso inexplicada, cansaço, fraqueza e coceira na pele. Quando o tumor afeta o tórax, pode causar tosse ou falta de ar.

A confirmação do diagnóstico geralmente ocorre por meio de biópsia, onde uma amostra de tecido, frequentemente de um gânglio aumentado, é analisada em laboratório. Exames de sangue e de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, são utilizados para avaliar a extensão do câncer. Em alguns casos, exames da medula óssea podem ser necessários para verificar se o linfoma atingiu essa região produtora de células sanguíneas. O resultado desses exames permite identificar o subtipo e classificar o estágio da doença.

Tratamento e Prevenção

O tratamento para o linfoma não Hodgkin depende do subtipo, da velocidade de crescimento do tumor, do estágio da doença e das condições clínicas do paciente. As opções terapêuticas incluem quimioterapia, imunoterapia e radioterapia, que podem ser usadas isoladamente ou em combinação. A imunoterapia utiliza medicamentos para auxiliar o sistema imunológico no combate às células cancerígenas. Terapias-alvo, que atuam em características específicas das células tumorais, terapia CAR-T, que modifica células de defesa do paciente, e transplante de células-tronco hematopoéticas também podem ser indicados.

Em alguns linfomas de crescimento lento, o médico pode optar por um acompanhamento regular, iniciando o tratamento apenas se a doença progredir ou causar sintomas. Já os tipos agressivos geralmente exigem intervenção rápida. O Inca não recomenda exames de rastreamento para pessoas sem sintomas, pois não há evidências de que essa estratégia ofereça mais benefícios do que riscos. No entanto, a investigação de sinais suspeitos, como gânglios aumentados e perda de peso sem causa aparente, pode favorecer o diagnóstico precoce.

O risco de desenvolver linfoma não Hodgkin é maior em pessoas com o sistema imunológico comprometido, como portadores de HIV ou usuários de medicamentos imunossupressores. Algumas infecções, causadas por vírus como Epstein-Barr e HTLV-1, e pela bactéria Helicobacter pylori, também estão associadas a subtipos da doença. A exposição a substâncias químicas como benzeno, agrotóxicos e solventes também é um fator de risco para determinados tipos de linfoma.

Diferença para Linfoma de Hodgkin

Tanto o linfoma de Hodgkin quanto o não Hodgkin são cânceres do sistema linfático, mas se diferenciam pelas características das células identificadas no tumor. O linfoma de Hodgkin é caracterizado pela presença de células alteradas específicas, conhecidas como células de Reed-Sternberg, detectadas na análise do tecido. Já o linfoma não Hodgkin engloba um grupo mais amplo de tumores, que podem se originar em diferentes tipos de linfócitos e apresentar evoluções variadas, de lentas a agressivas.

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