Escola municipal em Lagoa Santa fecha as portas temporariamente devido a surto de sarna
A Escola Municipal Professora Mércia Margarida Lacerda Machado, localizada no bairro Moradas da Lapinha, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspendeu suas aulas nesta quinta-feira (1°) e sexta-feira (2) em resposta a um surto de escabiose, popularmente conhecida como sarna. A decisão visa interromper a cadeia de transmissão da doença, que já afetou 20 alunos e uma professora desde 18 de setembro.
A prefeitura informou que, apesar da confirmação dos casos, muitas crianças com sintomas continuavam sendo enviadas à instituição, o que motivou a medida de interrupção das atividades presenciais. Durante o período de suspensão, a escola passará por uma completa higienização, incluindo a caixa d’água. A administração municipal também reforçou a recomendação para que pais e responsáveis não enviem à escola crianças que apresentem síntomas da doença nas semanas seguintes ao retorno das aulas.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela prefeitura de Lagoa Santa.
Entenda a escabiose e como evitar sua proliferação
A escabiose é uma doença de pele causada por um ácaro microscópico, o Sarcoptes scabiei, que se aloja na camada superficial da pele e provoca reações inflamatórias. A transmissão ocorre predominantemente por contato direto e prolongado pele a pele com um indivíduo infectado, sendo ambientes de convívio próximo, como escolas e residências, propícios para sua disseminação. O sintoma mais característico é a coceira intensa, que tende a se agravar durante a noite, acompanhada pelo surgimento de pequenas lesões avermelhadas, bolhas ou, em alguns casos, túneis na pele.
As lesões da sarna geralmente aparecem em áreas como os dedos das mãos, punhos, axilas, cintura, glúteos e genitais, mas podem se espalhar por outras regiões do corpo. Para prevenir a propagação da doença, é fundamental seguir algumas medidas de higiene: lavar roupas de uso diário, de cama e banho em água quente (acima de 55°C); higienizar objetos de uso pessoal também com água quente; e isolar em sacos plásticos, por no mínimo uma semana, objetos e vestimentas que não possam ser lavados. Além disso, a identificação e o tratamento rápido de todos os indivíduos que convivem com uma pessoa infectada são cruciais para quebrar o ciclo de transmissão.
