Fachin determina prazo para manifestação de Mendonça sobre caso na PF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, estabeleceu um prazo de 72 horas para que o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, se manifeste sobre um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). A AGU solicita a suspensão do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A decisão de Fachin foi assinada na noite de terça-feira (8).
Mais cedo, a AGU havia protocolado um pedido direto a Fachin, argumentando que a liminar de Mendonça para afastar os diretores da PF “viola frontalmente a prerrogativa” do presidente da República na condução dos cargos de direção da corporação. A Advocacia-Geral alertou ainda para o “risco concreto de desorganização institucional” causado pela saída abrupta de comandos estratégicos da Polícia Federal.
Origem da crise e desdobramentos no STF
A tensão que culminou neste desdobramento no STF teve início no dia 1º de novembro, quando o ministro Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em resposta, Alexandre de Moraes solicitou autorização ao STF para investigar Mendonça. A investigação seria fundamentada em supostas ilegalidades na condução do caso Master e em apurações sobre desvios de aposentadorias do INSS, utilizando para isso relatórios de inteligência da PF.
Andr�� Mendonça, por sua vez, classificou os documentos utilizados por Moraes como “verdadeira arapongagem institucional” dentro da corporação e determinou o afastamento dos diretores da PF. A AGU, ao intervir, busca reverter essa decisão ministerial, defendendo a competência presidencial e a estabilidade institucional da Polícia Federal.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo STF e reportagens da imprensa.
