Governo Lula registra queda na aprovação e aumento na desaprovação faltando menos de um mês para as eleições
A menos de um mês da eleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário de desaprovação superior à aprovação por sete pontos percentuais. Segundo pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda-feira (7), 50% dos eleitores desaprovam a gestão federal, enquanto 43% a aprovam. Este resultado representa uma mudança em relação ao cenário de empate técnico registrado anteriormente, quando a diferença era de apenas três pontos.
Na pesquisa divulgada em 2 de setembro, 48% desaprovavam o governo e 45% o aprovavam. Agora, a distância aumentou, com a desaprovação avançando dois pontos e a aprovação recuando outros dois. Embora ambas as variações estejam dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o movimento indica uma tendência menos favorável ao governo na reta final da campanha eleitoral.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-01720/2026.
Avaliação qualitativa reforça cenário desfavorável
A avaliação qualitativa da administração petista também aponta para um predomínio de opiniões negativas. A soma das avaliações “ruim” e “pessimo” subiu de 37% para 38%, enquanto “ótimo” e “bom” caíram de 35% para 34%. Isso amplia em quatro pontos a diferença entre as avaliações negativa e positiva do governo.
De acordo com Felipe Nunes, CEO da Quaest, o resultado demonstra um quadro político menos favorável para o governo. “De julho pra cá, ao contrário do que aconteceu com outros governos no mesmo período, a aprovação do presidente tem tendência de piora. […] O patamar de aprovação de um governo é um dos principais preditores de sucesso eleitoral. Neste nível de desaprovação, as chances de reeleição de Lula caem para menos de 50%”, afirmou.
Economia e endividamento pesam na percepção do eleitor
O cenário político é acompanhado por uma percepção desfavorável sobre a situação econômica do país. Para 49% dos entrevistados, a economia piorou nos últimos 12 meses, enquanto 29% consideram que ficou igual e apenas 19% dizem que melhorou. A percepção sobre a própria condição financeira segue a mesma linha: 54% afirmam que a renda familiar não aumentou ou cresceu menos que o custo de vida.
O endividamento também se destaca como um ponto de atenção. Mesmo com o programa Desenrola 2.0, a parcela dos eleitores que afirmam ter muitas dívidas saltou de 22% em agosto para 28% agora. Em contrapartida, os que não têm dívidas recuaram de 31% para 27%. Nunes observa que o Desenrola 2.0, que iniciou com 50% de aprovação como boa ideia, agora é visto dessa forma por 43% dos eleitores, indicando uma perda de percepção positiva.
