Augusto Cury ganha força e desponta como alternativa na corrida presidencial de 2026
O cenário político-eleitoral para 2026 tem visto um movimento surpreendente com o avanço do escritor Augusto Cury nas intenções de voto para a Presidência da República. Em um curto período, Cury, filiado ao Avante, saltou de um patamar de até 4% para atingir a marca de dois dígitos em sete pesquisas divulgadas na última semana. Esse crescimento o posiciona como uma potencial terceira via no embate, até então, consolidado entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Os levantamentos realizados por institutos como Nexus/BTG Pactual, AtlasIntel, Real Time Big Data, Quaest, PoderData, Futura Inteligência e Datafolha captaram a ascensão do autor. As pesquisas indicam que Cury varia entre 7% e 11% das intenções de voto, um salto expressivo para quem antes não ultrapassava os 2%. Apesar do avanço, o escritor ainda não ameaça a liderança de Lula no primeiro turno, nem a vantagem de Bolsonaro, que o antecede em cerca de 19 a 25,9 pontos percentuais.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados por Nexus/BTG Pactual, AtlasIntel, Real Time Big Data, Quaest, PoderData, Futura Inteligência e Datafolha.
De autor best-seller a candidato em ascensão
Augusto Cury, conhecido internacionalmente por seus livros com milhões de cópias vendidas em mais de 70 países, como “O Vendedor de Sonhos”, trilhou um caminho incomum para a política. Sua projeção como candidato presidencial ganhou impulso após participação em debates e entrevistas de grande alcance, como no Jornal Nacional, além de um crescimento meteórico em suas redes sociais. No Instagram, por exemplo, sua base de seguidores ultrapassou a marca de 10 milhões em menos de duas semanas.
Esse aumento na visibilidade parece ter se traduzido em conhecimento e intenção de voto. Segundo a Quaest, a porcentagem de eleitores que declararam conhecer Cury e votar nele saltou de 10% em agosto para 21% no início de setembro. Paralelamente, a rejeição ao nome do escritor também apresentou crescimento, um reflexo natural de sua maior exposição pública.
Potencial eleitorado e captação de votos
O apoio a Augusto Cury tem se mostrado, em parte, consolidado. Uma pesquisa da Quaest de julho indicava que nenhum eleitor estava totalmente decidido a votar nele, enquanto em setembro, 52% dos que declararam intenção de voto afirmaram que sua escolha é definitiva. Para alcançar os atuais índices, Cury tem captado intenções de voto de outros candidatos, especialmente do grupo que se posicionava atrás de Bolsonaro e Lula, incluindo nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
A análise da variação nas intenções de voto entre 14 de agosto e 2 de setembro, segundo a Quaest, mostra um ganho de 8 pontos percentuais para Cury, enquanto Lula e Bolsonaro registraram ligeiras quedas de 1 ponto percentual. Outros candidatos como Renan Santos e Romeu Zema também caíram 1 ponto, e Ronaldo Caiado recuou 3 pontos percentuais. Cury tem atraído eleitores que se consideram independentes, além de ter penetração nas chamadas “esquerda não lulista” e “direita não bolsonarista”.
Cenário de segundo turno e metodologias
Em um cenário de segundo turno simulado pela Quaest, onde Augusto Cury enfrentaria Lula, o petista levaria vantagem com 40% das intenções de voto contra 34% do candidato do Avante. As pesquisas citadas foram realizadas por diferentes institutos, com metodologias variadas em termos de número de entrevistados e período de coleta, todas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com margens de erro que giram em torno de 1 a 2,2 pontos percentuais, e nível de confiança de 95%.
