Alcolumbre adia votação da PEC 6x1 e frustra planos de Lula
Alcolumbre adia votação da PEC 6×1 e frustra planos de Lula

Alcolumbre adia votação da PEC 6×1 e frustra planos de Lula

Congresso Nacional adia análise de Proposta de Emenda Constitucional que visa limitar a jornada de trabalho para 40 horas semanais. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir a escala de trabalho 6×1, frustrando as expectativas do governo e do presidente Luiz Inácio […]

Resumo

Congresso Nacional adia análise de Proposta de Emenda Constitucional que visa limitar a jornada de trabalho para 40 horas semanais.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir a escala de trabalho 6×1, frustrando as expectativas do governo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pauta, considerada um trunfo eleitoral para a campanha petista, não foi incluída na sessão desta quarta-feira (2), gerando incertezas sobre sua aprovação antes do primeiro turno das eleições.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), assegurou que a votação deve ocorrer até o final de outubro, mas admitiu que não há garantia de que isso aconteça antes do pleito. A líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), minimizou o impacto do adiamento, afirmando que Alcolumbre “nunca disse que colocaria para votar” e que a bancada governista ainda tentava convencê-lo. Randolfe atribuiu o adiamento à ausência de parlamentares, acusando os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) de esvaziarem o plenário, o que tornaria arriscada a votação da matéria, que exige ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Congresso Nacional e veículos de imprensa.

PEC aprovada na CCJ, mas com resistência

A PEC havia sido aprovada anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou 36 emendas apresentadas, buscando agilizar o processo e evitar o retorno da proposta à Câmara dos Deputados. No entanto, o próprio Aziz reconheceu a necessidade de ajustes futuros por meio de outras matérias. Senadores como Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) votaram contra a proposta na CCJ.

As emendas rejeitadas visavam, em sua maioria, manter a jornada de trabalho atual, estender o período de transição, reduzir ou eliminar dias de descanso remunerado, ampliar a margem para negociações individuais ou coletivas, criar regimes especiais e compensar custos empresariais. Rogério Marinho, por exemplo, propôs maior flexibilidade na negociação e a exigência de lei complementar para compensar despesas das empresas. Já Laércio Oliveira (PP-SE) sugeriu que a definição do regime de transição ficasse a cargo de futura lei federal, mantendo o limite de 44 horas semanais até então.

Mudanças em jogo e esperanças de última hora

A proposta, caso aprovada como está, alterará a duração do trabalho normal para não superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultada a compensação e a redução da jornada por acordo ou convenção coletiva. Atualmente, o limite é de 44 horas semanais. Outra mudança significativa é a garantia de dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, em contraste com a redação atual que prevê repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.

A PEC permite que acordos coletivos estabeleçam regimes compensatórios de descanso, desde que mantida a média de dois dias de repouso mensal e garantida ao menos uma folga semanal. Uma lei futura poderá definir regimes diferenciados de jornada e repouso, respeitando os novos limites constitucionais. O texto prevê um período de transição: redução para 42 horas semanais dois meses após a promulgação e para 40 horas um ano depois. A regra se aplicaria a contratos existentes, sem redução salarial.

Com o fim do esforço concentrado do Senado nesta quinta-feira (3) e a iminente proximidade das campanhas eleitorais, o Congresso tende a se esvaziar. Contudo, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, ainda mantém esperanças de uma aprovação de última hora, apostando nas negociações com Alcolumbre nas horas restantes antes da definição final.

Tags:

Veja Também

Quase 3 em cada 10 crianças e adolescentes no Brasil têm pressão alta, aponta estudo

Secretário de Saúde dos EUA Lança Iniciativa para Investigar Efeitos Pós-Vacinação

Secretário de Saúde dos EUA Lança Iniciativa para Investigar Efeitos Pós-Vacinação

Autoridades investigam suposto repasse milionário em dinheiro vivo para documentário de Lula

Autoridades investigam suposto repasse milionário em dinheiro vivo para documentário de Lula

Justiça de AL condena Soraya Thronicke a indenizar Alfredo Gaspar por falsa acusação de estupro

Justiça de AL condena Soraya Thronicke a indenizar Alfredo Gaspar por falsa acusação de estupro

ONU alerta para riscos de neurotecnologia à liberdade de pensamento e privacidade

ONU alerta para riscos de neurotecnologia à liberdade de pensamento e privacidade