TSE rejeita punição a Flávio Bolsonaro por vídeo com IA em convenção do PL
TSE rejeita punição a Flávio Bolsonaro por vídeo com IA em convenção do PL

TSE rejeita punição a Flávio Bolsonaro por vídeo com IA em convenção do PL

TSE define que vídeo com IA em convenção não é propaganda eleitoral irregular O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta terça-feira (1º) para rejeitar o pedido do PT que buscava punir Flávio Bolsonaro por um vídeo com inteligência artificial (IA) exibido durante a convenção do PL. A decisão, que teve placar de 4 votos […]

Resumo

TSE define que vídeo com IA em convenção não é propaganda eleitoral irregular

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta terça-feira (1º) para rejeitar o pedido do PT que buscava punir Flávio Bolsonaro por um vídeo com inteligência artificial (IA) exibido durante a convenção do PL. A decisão, que teve placar de 4 votos a 3, estabelece que o uso da tecnologia em um evento partidário fechado, mesmo que transmitido online, não se configura como propaganda eleitoral indevida.

O relator do caso, ministro Nunes Marques, argumentou que a manifestação de apoio político direcionada aos integrantes da agremiação não se confunde com propaganda destinada ao eleitorado em geral. Ele ressaltou que o cenário das novas tecnologias de comunicação exige uma definição clara dos contornos da atuação da Justiça Eleitoral e que, por si só, o uso de IA em uma convenção não indica a intenção de burlar a legislação ou fazer uso indevido da tecnologia.

Acompanharam o entendimento de Nunes Marques os ministros André Mendonça, Dias Toffoli e Antonio Carlos Ferreira. Em contrapartida, os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha divergiram. Toffoli, por exemplo, destacou que o uso do efeito especial na convenção, pelo seu conteúdo, não se assemelha a uma deepfake, a menos que seu propósito fosse explicitamente prejudicial à candidatura.

Villas Bôas Cueva, por sua vez, defendeu que a resolução do TSE é objetiva ao proibir conteúdos sintéticos que visem favorecer ou prejudicar candidaturas, independentemente de seu realismo ou capacidade de enganar o espectador. Contudo, o voto majoritário prevaleceu, determinando uma nova tese sobre o uso de deepfakes nas eleições.

Nova tese do TSE sobre o uso de deepfakes

A Corte Eleitoral acatou, por maioria, a tese proposta por Nunes Marques para orientar a aplicação da lei sobre o uso de deepfakes nas eleições. De acordo com a nova definição:

  • A caracterização de deepfake, para fins do artigo 9º C, parágrafo 1º, da Resolução 23.610/2019 do TSE, exige que o conteúdo sintético, produzido ou manipulado por IA ou tecnologia equivalente, possua grau de realismo ou verossimilhança e tenha o propósito de criar, reproduzir ou alterar a imagem, voz ou manifestação de uma pessoa (viva, falecida ou fictícia).
  • A proibição do emprego de deepfake só se aplica quando o conteúdo for caracterizado como propaganda eleitoral.
  • A transmissão de convenção partidária em plataforma digital, por si só, não converte manifestações de apoio político dirigidas a convencionais em propaganda eleitoral antecipada. A natureza do ato comunicado deve ser avaliada com base em seu conteúdo, linguagem, destinatários e contexto.

A decisão estabelece um precedente importante sobre os limites da inteligência artificial na propaganda eleitoral, diferenciando o uso em eventos internos de campanhas voltadas diretamente ao eleitorado. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Tags:

Veja Também

Governo Lula pede à PF investigação de ameaças de morte contra deputada eleita por MG

Governo Lula pede à PF investigação de ameaças de morte contra deputada eleita por MG

Governo Lula mira cargos do Centrão que apoiaram Bolsonaro

Governo Lula mira cargos do Centrão que apoiaram Bolsonaro

Copiloto da Flydubai Planejou Ataque ao Estilo 11 de Setembro Contra Israel, Diz Procurador

Rússia descarta peste em contatos de funcionária morta por pneumonia

Pacientes com dengue em UTIs do SUS chegam em estado mais grave que na rede privada, aponta estudo

Pacientes com dengue em UTIs do SUS chegam em estado mais grave que na rede privada, aponta estudo