Novos casos de sarampo em SP acendem alerta para vigilância epidemiológica
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou nesta terça-feira (1º) mais dois casos de sarampo na capital. As novas infecções envolvem uma criança com menos de um ano e uma mulher de 40 anos. Embora confirmados agora, os registros estão relacionados a duas cadeias de transmissão independentes, com ocorrências em julho e agosto. Estes novos casos elevam para 28 o número total de pessoas infectadas pelo sarampo no estado em 2026.
A maior parte das infecções, 25 no total, concentrou-se no município de São Paulo. São Bernardo do Campo, na região do ABC, registrou dois casos, e Guarulhos, na região metropolitana, contabilizou um. Um dado preocupante é que 20 dos 28 pacientes não possuíam o esquema vacinal completo contra a doença ou não haviam sido imunizados. Para se ter uma dimensão da gravidade, no ano passado, foram notificados apenas dois casos em todo o território paulista.
Cadeias de transmissão sob vigilância
No total, quatro cadeias de transmissão de sarampo foram identificadas em São Paulo neste ano. Uma delas, que ocorreu entre março e abril e foi associada a dois casos importados, já foi encerrada após 12 semanas de monitoramento. As outras três, detectadas em junho, julho e agosto, continuam sob observação das equipes de vigilância epidemiológica estaduais e municipais. Essas equipes trabalham na investigação dos casos, na identificação de pessoas que tiveram contato com os infectados e no monitoramento de possíveis novas transmissões. Medidas como vacinação e outras ações de controle são avaliadas para conter a circulação do vírus.
Sarampo: uma doença viral contagiosa e prevenível
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em locais fechados e com aglomeração de pessoas. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e o aparecimento de manchas vermelhas na pele, geralmente entre 7 e 14 dias após a exposição ao vírus. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa através de gotículas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Esforços de vacinação e recomendações
Em agosto, mais de 2,5 milhões de doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) foram administradas no estado. Grande parte dessas doses, 2,4 milhões, foi aplicada em cidades que ampliaram a vacinação para crianças de 6 meses a 59 meses. São Paulo capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo foram os municípios que intensificaram essa estratégia. Recentemente, o estado também sediou a Campanha Nacional de Multivacinação, focada em atualizar a caderneta de crianças e adolescentes com menos de 15 anos e na intensificação da vacinação contra o sarampo nos três municípios mencionados.
Apesar do encerramento das campanhas, as vacinas continuam disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) conforme o calendário de rotina. A recomendação da dose zero da tríplice viral para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que residem em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos permanece. Para a população em geral, o esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde inclui duas doses da tríplice viral para pessoas de 1 a 29 anos, e uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Profissionais de saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.
