Comércio lança campanha contra fim da escala 6x1 às vésperas de votação no Senado
Comércio lança campanha contra fim da escala 6×1 às vésperas de votação no Senado

Comércio lança campanha contra fim da escala 6×1 às vésperas de votação no Senado

Entidades do setor terciário se mobilizam contra alteração nas regras de jornada de trabalho A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em conjunto com suas 34 federações e sindicatos filiados, iniciou neste fim de semana uma campanha nacional contra o fim da escala de trabalho 6×1. A mobilização ocorre dias após […]

Resumo

Entidades do setor terciário se mobilizam contra alteração nas regras de jornada de trabalho

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em conjunto com suas 34 federações e sindicatos filiados, iniciou neste fim de semana uma campanha nacional contra o fim da escala de trabalho 6×1. A mobilização ocorre dias após um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara e do Senado para acelerar propostas de interesse do governo. A expectativa é que o relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que rejeitou emendas e manteve o texto aprovado pela Câmara, seja votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado na próxima quarta-feira (2). Se aprovado, o texto será promulgado diretamente pelo Congresso, sem necessidade de sanção presidencial.

Com o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”, as entidades pedem aos senadores que avaliem com cuidado a proposta de alteração constitucional. Segundo a CNC, uma mudança dessa magnitude precisa considerar o cenário econômico complexo, que inclui juros elevados, crédito restrito, alto endividamento das famílias e inadimplência empresarial, além de desinvestimentos e a saída de empresas estrangeiras do país.

A entidade também destaca que o fim da chamada “taxa das blusinhas”, a ser votado na Câmara na próxima segunda-feira (31), já pressiona o varejo nacional. A CNC estima que mais de 90% dos trabalhadores do setor terciário atuam sob o regime 6×1. Uma alteração abrupta, segundo a confederação, significaria um aumento considerável nos custos operacionais, que poderia ser repassado aos consumidores em forma de preços mais altos, além de levar à redução de vagas e ao aumento da informalidade.

Setor pede diálogo e análise técnica para mudanças trabalhistas

José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, afirmou que o setor não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas defende que decisões de tal impacto sejam tomadas com base em análise técnica e diálogo aprofundado, e não sob pressão de prazos eleitorais. “Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva”, declarou Tadros.

A CNC propõe que eventuais mudanças nas jornadas de trabalho sejam negociadas por meio de convenções coletivas. Esse modelo, segundo a entidade, permite que trabalhadores e empregadores considerem as particularidades de cada setor e região, preservando a autonomia das negociações conforme previsto na legislação atual. A confederação argumenta que decisões com impacto em custos, preços, investimentos e empregos devem ser discutidas amplamente, sem que o calendário eleitoral dite o ritmo das análises.

Tags:

Veja Também

Autoridades investigam suposto repasse milionário em dinheiro vivo para documentário de Lula

Autoridades investigam suposto repasse milionário em dinheiro vivo para documentário de Lula

Justiça de AL condena Soraya Thronicke a indenizar Alfredo Gaspar por falsa acusação de estupro

Justiça de AL condena Soraya Thronicke a indenizar Alfredo Gaspar por falsa acusação de estupro

ONU alerta para riscos de neurotecnologia à liberdade de pensamento e privacidade

ONU alerta para riscos de neurotecnologia à liberdade de pensamento e privacidade

São Paulo amplia teste do pezinho para rastrear Atrofia Muscular Espinhal (AME) no SUS

Optogenética: A revolução que ilumina o cérebro e rendeu um Nobel

Optogenética: A revolução que ilumina o cérebro e rendeu um Nobel