Apreensão de canetas emagrecedoras pela Receita Federal dispara mais de 20 vezes em seis meses
Apreensão de canetas emagrecedoras pela Receita Federal dispara mais de 20 vezes em seis meses

Apreensão de canetas emagrecedoras pela Receita Federal dispara mais de 20 vezes em seis meses

A Receita Federal registrou um aumento expressivo na apreensão de canetas emagrecedoras ilegais no primeiro semestre de 2026. O valor apreendido alcançou mais de R$ 80 milhões, representando um salto de mais de 20 vezes em comparação com os R$ 4 milhões registrados no mesmo período de 2025. O crescimento alarmante reflete a intensificação do […]

Resumo

A Receita Federal registrou um aumento expressivo na apreensão de canetas emagrecedoras ilegais no primeiro semestre de 2026. O valor apreendido alcançou mais de R$ 80 milhões, representando um salto de mais de 20 vezes em comparação com os R$ 4 milhões registrados no mesmo período de 2025. O crescimento alarmante reflete a intensificação do fluxo de medicamentos não autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no país.

Os dados foram divulgados durante o seminário Mercado Ilegal, em Brasília, e evidenciam um cenário de crescente entrada irregular desses produtos. Segundo Erivelto Moysés Torrico Alencar, superintendente regional adjunto da 1ª Região Fiscal da Receita Federal, a comercialização de produtos sem registro ou autorização da Anvisa é proibida no território nacional. Ele destacou que a concorrência desleal gerada por esses itens prejudica empresários, a economia e a sociedade, que pode adquirir produtos sem qualidade ou segurança.

Expansão no Ambiente Digital e Cooperacão Internacional

A Receita Federal também observou uma expansão significativa na oferta irregular de canetas emagrecedoras no ambiente digital. Plataformas de marketplace têm facilitado a venda desses produtos por vendedores não autorizados, indicando falhas no controle exercido por essas empresas. Essa facilidade de acesso online contribui para a disseminação de produtos que não atendem às normas regulamentares.

Em paralelo, a cooperação entre Brasil e Paraguai tem se intensificado para combater a circulação ilegal desses medicamentos. Um acordo entre a Anvisa e a autoridade sanitária paraguaia, a Dinavisa, prevê a troca de informações, compartilhamento de resultados de testes laboratoriais e apoio a ações de fiscalização nas regiões de fronteira, visando combater falsificações e contrabando.

Regularização e Aumento da Oferta Legal

Apesar do avanço do mercado ilegal, o número de canetas emagrecedoras regularizadas no Brasil também tem crescido. Em julho, a Anvisa aprovou cinco novas canetas à base de semaglutida, além de conceder os primeiros registros de medicamentos genéricos com a substância. A agência tem adotado um modelo de avaliação otimizada para agilizar a análise de pedidos de registro, posicionando o Brasil com o maior número de canetas emagrecedoras regularizadas entre as principais agências reguladoras internacionais.

O presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, Edson Vismona, alertou que o mercado ilegal opera como um sistema econômico criminoso, envolvendo organizações e milícias. Ele ressaltou que a sonegação fiscal gera lucros elevados e que a reforma tributária pode impactar a competitividade de produtos ilegais. Vismona citou o mercado de cigarros como exemplo, onde o contrabando movimenta bilhões anualmente e financia facções criminosas, com um aumento na produção clandestina dentro do país.

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