Advogada tem R$ 510 mil apreendidos pela PF em Congonhas
A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 510 mil em espécie na bagagem de uma advogada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nesta terça-feira (25). O dinheiro foi retido por falta de comprovação imediata de sua origem lícita. A defesa da advogada já se manifestou, afirmando que comprovará a legalidade dos valores e solicitará a devolução do montante.
O incidente ocorreu durante a passagem da passageira pelo controle de raio-x. Funcionários do terminal notaram um volume expressivo de notas dentro de uma mala e acionaram a PF. Inicialmente, a advogada informou que transportava R$ 400 mil, mas a contagem posterior revelou um valor superior a meio milhão de reais. A PF descartou o crime de evasão de divisas, pois o destino do voo era dentro do território nacional, e o aeroporto de Congonhas opera exclusivamente com voos domésticos. A identidade da advogada não foi divulgada.
O transporte de grandes quantias em dinheiro vivo, mesmo não sendo crime por si só, geralmente leva à apreensão pelas autoridades para averiguação, conforme as regras do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A liberação dos valores depende da apresentação de documentação que comprove a origem lícita dos recursos.
Defesa alega origem lícita e promete comprovação
O escritório de advocacia Bialski, que representa a dona do dinheiro, divulgou uma nota à imprensa esclarecendo que a advogada V.L. possui comprovantes da origem lícita dos valores, que foram recebidos de um cliente. Segundo a nota, os recursos são oriundos de “atividade jurídica típica de advocacia”, amparada por lei. O escritório informou que, nesta data, será requerida a devolução integral do montante apreendido.
A nota, datada de 26 de agosto de 2026, foi assinada por Daniel Leon Bialski, Bruno Garcia Borragine e André Mendonça Bialski. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Polícia Federal e pelo escritório de advocacia Bialski.
