Senador Eduardo Girão critica Davi Alcolumbre por insistência na liberação de jogos de azar
O senador Eduardo Girão (Novo) acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de nutrir uma “obsessão pela jogatina” e de ser um dos principais defensores da liberação dos jogos de azar no Brasil. Girão, que é candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema, afirmou em entrevista ao portal Poder360 que Alcolumbre tem buscado diversas vezes pautar a votação do projeto que regulamenta cassinos físicos, bingos, jogo do bicho e apostas em corridas de cavalo, mesmo após os problemas recentes envolvendo apostas esportivas online (bets).
“Alcolumbre já fez várias tentativas para colocar [o projeto de liberação dos jogos de azar] em votação no plenário, mesmo com essa tragédia das bets… Alcolumbre é, sim, um dos grandes entusiastas dos jogos de azar no Brasil”, declarou Girão. O senador tem se posicionado como um dos mais ferrenhos opositores ao projeto de lei 2.234/2022, que trata da matéria.
A proposta de liberação dos jogos de azar já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde foi aprovada em junho de 2024 por 14 votos a 12. Posteriormente, em dezembro do mesmo ano, o plenário rejeitou um requerimento de urgência para a votação do texto, com 36 votos contrários e 28 a favor.
Girão reitera pedido de afastamento de Alcolumbre
Além de criticar a postura de Alcolumbre em relação aos jogos de azar, Eduardo Girão voltou a defender o afastamento do presidente do Senado de seu cargo. Segundo o senador, Alcolumbre teria descumprido seus deveres institucionais ao não instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master, apesar de o requerimento para sua criação ter obtido o número necessário de assinaturas.
Em junho, o Partido Novo já havia protocolado um pedido de afastamento de Alcolumbre junto ao Conselho de Ética do Senado. “O Davi Alcolumbre não abriu o Conselho de Ética. Eu nunca vi isso na minha vida. Não existe Conselho de Ética no Senado”, lamentou Girão. O senador informou ainda que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de forçar a abertura dos trabalhos do Conselho de Ética, mas a ação, segundo ele, permanece sem desfecho há cerca de dois meses e meio.
A reportagem procurou a assessoria de Davi Alcolumbre para comentar as acusações, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
