Pouca água e excesso de sal: entenda os principais vilões da pedra nos rins
Pouca água e excesso de sal: entenda os principais vilões da pedra nos rins

Pouca água e excesso de sal: entenda os principais vilões da pedra nos rins

O que são e como se formam as pedras nos rins? A presença de cristais na urina, frequentemente detectada em exames de rotina, pode ser um sinal de alerta para a formação de cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins. Essas formações ocorrem quando certas substâncias na urina se concentram em excesso e não […]

Resumo

O que são e como se formam as pedras nos rins?

A presença de cristais na urina, frequentemente detectada em exames de rotina, pode ser um sinal de alerta para a formação de cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins. Essas formações ocorrem quando certas substâncias na urina se concentram em excesso e não encontram líquido suficiente para serem diluídas e eliminadas naturalmente. Imagine colocar muito açúcar em um copo d’água: uma hora ele para de se dissolver e se acumula no fundo. Na urina, o processo é semelhante, com substâncias que, em alta concentração e baixa hidratação, tendem a se cristalizar.

Embora a descoberta de cristais possa assustar, a eliminação espontânea e sem dor é possível se o indivíduo estiver bem hidratado e urinando adequadamente. No entanto, se o cálculo não for expelido, ele pode continuar a atrair outras partículas, crescendo progressivamente com o tempo e causando desconforto e complicações.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Hospital Israelita Einstein e pela Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT).

Tipos de cálculos renais e suas causas

Existem diferentes tipos de pedras nos rins, cada um com suas causas específicas. O mais comum é o de Oxalato de Cálcio, diretamente ligado à baixa ingestão de água. Outro tipo significativo é o de Fosfato de Cálcio, associado ao consumo exagerado de sal (sódio). É importante notar que o cálcio proveniente da dieta, como o encontrado em leite e queijo, não deve ser evitado, pois ele se liga ao oxalato no intestino e auxilia na sua eliminação, reduzindo o risco de formação de pedras.

Outras variações incluem o cálculo de Ácido Úrico, relacionado ao excesso de proteína animal na alimentação; o de Estruvita, que surge em decorrência de infecções urinárias recorrentes; e a Cistina, uma forma mais rara causada por alterações genéticas hereditárias.

Sintomas e quando procurar ajuda médica

Os sintomas da pedra nos rins geralmente se manifestam quando o cálculo se move, aumenta de tamanho ou bloqueia o trato urinário. A dor aguda e em cólica na região lombar é um dos sinais mais característicos, indicando a tentativa do corpo de expelir a pedra. Náuseas, vômitos e dores abdominais mais generalizadas também podem ocorrer. Alterações na coloração da urina, apresentando tons avermelhados ou escuros, são outro indicativo que requer atenção médica.

Prevenção: o papel da hidratação e da dieta

A prevenção eficaz de cálculos renais passa, fundamentalmente, por hábitos de vida saudáveis. A ingestão adequada de líquidos é crucial: recomenda-se o consumo de 2,5 a 3 litros de água por dia, com um mínimo de 2 litros diários. Essa quantidade ajuda a manter a urina diluída, facilitando a eliminação de cristais. É válido evitar águas com gás que contenham açúcar e sódio, pois se assemelham a refrigerantes.

A hidratação deve ser redobrada em situações de maior perda de líquidos, como durante a prática de exercícios físicos. O consumo de bebidas alcoólicas, ao contrário do que muitos pensam, não contribui para a prevenção e pode até ser prejudicial. Além da hidratação, o controle do consumo de sal é essencial, especialmente para quem já tem predisposição ou histórico de pedras de cálcio. Alimentos industrializados e ultraprocessados são grandes fontes de sódio e devem ser consumidos com moderação.

Outros fatores de risco a serem considerados

A predisposição genética também desempenha um papel importante no desenvolvimento de pedras nos rins. Ter familiares com histórico da condição aumenta o risco. Além disso, quem já teve uma pedra nos rins tem maior probabilidade de desenvolver novos cálculos, sendo essencial o acompanhamento médico regular. Estudos indicam que uma pessoa que já sofreu com essa condição pode ter um novo episódio em um período de 5 a 10 anos.

Tags:

Veja Também

TSE julga vídeo de Bolsonaro com IA nesta terça-feira (1º)

TSE julga vídeo de Bolsonaro com IA nesta terça-feira (1º)

Apreensão de canetas emagrecedoras pela Receita Federal dispara mais de 20 vezes em seis meses

Apreensão de canetas emagrecedoras pela Receita Federal dispara mais de 20 vezes em seis meses

Câncer de mama de ex-comissária de bordo é reconhecido como doença do trabalho na França

Câncer de mama de ex-comissária de bordo é reconhecido como doença do trabalho na França

Indústria prevê risco de 109 mil empregos com fim da 'taxa das blusinhas'

Indústria prevê risco de 109 mil empregos com fim da ‘taxa das blusinhas’

PF investiga Lulinha por suposta sociedade com dono de sítio e tráfico de influência

PF investiga Lulinha por suposta sociedade com dono de sítio e tráfico de influência