Governo Federal anuncia pacote de medidas econômicas com forte apelo social e político
Em uma movimentação estratégica às vésperas da oficialização de sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma medida provisória que libera R$ 2,75 bilhões em recursos para a ampliação do crédito e a continuidade de programas sociais. Publicada em edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (1º), a Medida Provisória nº 1.382, de 1º de agosto de 2026, entra em vigor imediatamente e visa fortalecer a economia, com foco especial em empresas de menor porte, famílias e o setor habitacional.
As ações incluem um reforço de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), essencial para o Programa Emergencial de Acesso a Crédito, e mais R$ 750 milhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO). Tais fundos atuam como mecanismos de segurança para reduzir o risco das instituições financeiras, incentivando a concessão de crédito com garantia governamental. A medida também isenta de comissões específicas garantias do Peac-FGI ligadas a linhas de crédito para autônomos do transporte rodoviário de carga e outras categorias específicas. As informações foram compiladas a partir de dados divulgados pelo Diário Oficial da União.
Desenrola e Minha Casa, Minha Vida recebem atenção especial
O programa Desenrola, voltado para a renegociação de dívidas de pessoas físicas, passa por novas regras que permitem a combinação de recursos financeiros de instituições participantes com verbas da União, facilitando as operações de crédito, especialmente para quem busca melhores condições de pagamento mesmo estando em dia. Além disso, o prazo para que os bancos executem ações de educação financeira dentro do Novo Desenrola Brasil foi estendido até 31 de agosto de 2027. Este componente é considerado de grande apelo econômico e político para a campanha presidencial.
No setor habitacional, o programa Minha Casa, Minha Vida também foi contemplado com um aporte de R$ 750 milhões ao Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab). A medida provisória ainda renova por 24 meses, a contar de sua publicação, o prazo para que instituições financeiras concluam e entreguem unidades habitacionais do programa. Aqueles que não cumprirem o novo cronograma deverão devolver os recursos recebidos, acrescidos de juros, e poderão ser inscritos na Dívida Ativa da União. O Minha Casa, Minha Vida tem sido frequentemente destacado pelo governo como um dos pilares de sua gestão e vitrine de resultados para o eleitorado.
