Presidente do Conselho do São Paulo é indiciado por falsidade ideológica
Presidente do Conselho do São Paulo é indiciado por falsidade ideológica

Presidente do Conselho do São Paulo é indiciado por falsidade ideológica

Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo indiciado pela Polícia Civil O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, foi indiciado nesta quinta-feira (23) pela Polícia Civil sob acusação de falsidade ideológica. A investigação, conduzida pelo delegado Tiago Fernando Correia do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), aponta que Ayres teria […]

Resumo

Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo indiciado pela Polícia Civil

O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, foi indiciado nesta quinta-feira (23) pela Polícia Civil sob acusação de falsidade ideológica. A investigação, conduzida pelo delegado Tiago Fernando Correia do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), aponta que Ayres teria simulado uma reunião do Conselho Consultivo para dar legitimidade a uma proposta de reforma estatutária. O relatório será encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que decidirá os próximos passos, como oferecer denúncia, arquivar o caso ou solicitar novas diligências.

Em nota oficial, Olten Ayres declarou que recebeu o indiciamento com tranquilidade e que não cometeu o crime nem obteve benefícios pessoais ou políticos com o documento em questão. Ele afirmou ter colaborado com as autoridades durante o inquérito e que sua defesa analisará o relatório completo para tomar as providências cabíveis. O São Paulo, por sua vez, não se manifestou sobre o caso.

Investigação decorre de pedido da Comissão de Ética

A investigação policial foi iniciada a partir de um pedido da Comissão de Ética do próprio São Paulo. Em abril, um relatório do colegiado apontou a possibilidade de crime de falsidade ideológica por parte de Ayres, determinando o envio do documento às autoridades competentes. A suspeita recai sobre um parecer do Conselho Consultivo que foi apresentado como oficial, mas que, segundo a conclusão policial, nunca foi discutido em reunião pelo órgão.

De acordo com a Polícia Civil, um documento datado de 17 de dezembro de 2025, assinado por membros do Conselho Consultivo, José Eduardo Mesquita Pimenta e Ives Granda, teria sido preparado por Olten Ayres e entregue aos integrantes apenas para coleta de assinaturas. A polícia entende que essa simulação visava legitimar a reforma estatutária, caracterizando o crime de falsidade ideológica, que prevê pena de reclusão de um a cinco anos para documentos públicos ou de um a três anos para documentos particulares, além de multa.

Independência de outras investigações no clube

É importante notar que este inquérito é independente de uma força-tarefa formada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que apura outras três investigações sobre possíveis irregularidades no São Paulo. Essas apurações dizem respeito à gestão de Julio Casares, que renunciou ao cargo, e envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro, exploração clandestina de camarotes no Morumbi e corrupção no departamento social do clube.

Olten Ayres reafirmou sua confiança no esclarecimento dos fatos nas instâncias competentes e aguarda o acesso ao relatório policial para que sua defesa possa analisar os fundamentos da acusação. O indiciamento, por ora, representa uma conclusão da fase policial, não configurando denúncia formal ou condenação pelo Ministério Público.

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