PL cogita abrir mão de candidato no Rio para selar apoio nacional do Republicanos
PL cogita abrir mão de candidato no Rio para selar apoio nacional do Republicanos

PL cogita abrir mão de candidato no Rio para selar apoio nacional do Republicanos

Estratégia eleitoral em xeque: PL e Republicanos negociam aliança nacional com impasse no Rio de Janeiro O Partido Liberal (PL) e os apoiadores de Jair Bolsonaro estudam uma manobra de última hora para garantir o apoio nacional do Republicanos à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A estratégia envolve abrir mão do candidato do PL ao […]

Resumo

Estratégia eleitoral em xeque: PL e Republicanos negociam aliança nacional com impasse no Rio de Janeiro

O Partido Liberal (PL) e os apoiadores de Jair Bolsonaro estudam uma manobra de última hora para garantir o apoio nacional do Republicanos à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A estratégia envolve abrir mão do candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro para apoiar o ex-governador Anthony Garotinho, que lançou sua candidatura pelo Republicanos em 17 de julho. A oficialização deve ocorrer em breve, mas a negociação enfrenta desafios e traz à tona os impasses regionais que travam a articulação nacional.

A tentativa de unir partidos de direita e do Centrão em torno de Flávio Bolsonaro tem sido dificultada por recentes polêmicas envolvendo o filho mais velho do ex-presidente. A parceria com Daniel Vorcaro para o patrocínio do filme “Dark Horse” e acusações de Michelle Bolsonaro complicaram a formação de coligações nacionais. Diante disso, o Republicanos se tornou o principal alvo do PL para viabilizar uma aliança presidencial, especialmente após o PP e o União Brasil decidirem manter neutralidade na disputa pelo Planalto.

As conversas entre PL e Republicanos chegaram a esfriar devido a rumores sobre a exigência de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) para o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, em troca do apoio. No entanto, ambas as legendas negaram a existência de tal acordo. A articulação agora se concentra em resolver os impasses regionais, sendo o Rio de Janeiro um dos pontos centrais da negociação. As informações foram apuradas pela Gazeta do Povo.

Garotinho como moeda de troca no Rio

No Rio de Janeiro, a possibilidade em pauta é que o PL desista de lançar o deputado estadual Douglas Ruas ao governo e passe a apoiar Anthony Garotinho. A negociação precisa ser ágil, pois a convenção do PL para oficializar Ruas está marcada para esta sexta-feira (24). Outras opções em discussão incluem uma chapa conjunta entre Ruas e Garotinho ou, em um cenário menos provável, o apoio do Republicanos a Ruas, cancelando os planos de Garotinho.

A candidatura de Ruas enfrenta desvantagens, como o desconhecimento por parte de parte do eleitorado e o fato de seu plano de assumir o governo ter sido frustrado por decisão do STF. Por outro lado, Garotinho, com um histórico político expressivo, incluindo passagens pelo governo estadual e disputas presidenciais, busca retomar o protagonismo. Sua candidatura a vereador em 2020 não foi bem-sucedida, mas ele obteve autorização judicial para disputar eleições novamente este ano após períodos de inelegibilidade.

A recente pesquisa eleitoral do Instituto Gerp para o governo do Rio aponta Eduardo Paes (PSD) na liderança, mas Garotinho aparece em segundo lugar em cenários estimulados, superando Ruas numericamente, apesar de um empate técnico. Na pesquisa espontânea, Ruas leva vantagem sobre Garotinho. A pesquisa ouviu 1.000 eleitores entre 13 e 15 de julho de 2026 e foi registrada no TSE sob o número RJ-02209/2026, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Aliança nacional e a busca por palanques estaduais

Além de resolver o impasse no Rio, a eventual aliança entre PL e Republicanos pode solucionar outras questões para a família Bolsonaro no estado. Com a desistência de Cláudio Castro (PL) de concorrer ao Senado e a prisão de Mário Canella (União Brasil), que também almejava a vaga, abre-se espaço para uma composição. Carlos Portinho (PL) é o candidato à reeleição, e a vaga de Canella segue aberta, com o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) demonstrando interesse em disputá-la.

A negociação nacional entre PL e Republicanos enfrenta outros obstáculos em estados como Mato Grosso, onde há divergência sobre as candidaturas ao governo estadual entre Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos). Conversas também ocorrem em Acre, Minas Gerais e Espírito Santo. O coordenador da pré-campanha do PL, Rogério Marinho, afirmou que o partido busca ampliar o leque de apoios e resolver os palanques regionais, ressaltando que a legislação eleitoral permite composições estaduais distintas da aliança nacional.

Os próximos dias serão decisivos para definir se Garotinho e Ruas serão aliados ou adversários nas eleições para governador do Rio. Mesmo sem uma aliança formal, Garotinho pode impactar a disputa ao desviar votos de Eduardo Paes, potencialmente evitando um segundo turno e favorecendo o grupo de Bolsonaro. A decisão final sobre os rumos da aliança nacional e dos palanques estaduais deve ser tomada até 5 de agosto, data limite para a definição dos candidatos.

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