Eduardo Bolsonaro revelou que utilizou a figura do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como parte de sua argumentação jurídica para conseguir o Green Card nos Estados Unidos. Segundo o ex-deputado federal, seus advogados apresentaram aos oficiais americanos que outras cortes internacionais têm desconsiderado ou rejeitado pedidos de extradição e ordens emitidas pelo magistrado brasileiro.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Eduardo Bolsonaro declarou: “Eu tive que falar do Alexandre Moraes. Tive que falar desse cara que a Espanha, a Itália, a Argentina, ninguém mais dá bola para as decisões dele. Isso vai ajudando no movimento e gerando conscientização, vai servindo de argumento para a defesa dos perseguidos e para ações afirmativas”. Ele citou como exemplo a decisão da Corte Suprema de Cassação da Itália, que negou o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), feito por Moraes.
O ex-parlamentar enfatizou que não buscou intervenção direta de Donald Trump ou do Secretário de Estado americano, Marco Rubio, para obter o visto. Ele foi questionado sobre sua situação jurídica no Brasil, onde foi condenado pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo, após articular sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo Trump. Embora o asilo político tenha sido uma opção considerada, Eduardo optou pelo visto EB-1, que considera um caminho mais “sólido” e menos sujeito a “julgamentos subjetivos”.
Para comprovar a modalidade de Green Card EB-1, destinada a indivíduos com habilidades extraordinárias e reconhecimento nacional ou internacional, Eduardo apresentou seu histórico de votos e a repercussão de suas declarações em veículos de imprensa estrangeiros. Ele também afirmou que continua empenhado em articular junto a autoridades americanas a retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa, indicando que o assunto permanece em pauta em Washington, especialmente em conversas com figuras ligadas ao ex-presidente Trump.
Apesar de ter obtido o novo status migratório, Eduardo Bolsonaro declarou que não pretende solicitar a cidadania americana no momento. Seu foco, segundo ele, é retornar ao Brasil caso uma anistia ampla seja aprovada para ele e outros aliados políticos.
