Espanha avança com proposta para ampliar proibição de fumo em espaços abertos
O governo espanhol apresentou um projeto de lei que busca proibir o consumo de tabaco e produtos de vape em terraços de bares e restaurantes, além de praias. A iniciativa, anunciada nesta terça-feira (21), visa reforçar as políticas de saúde pública implementadas desde 2010, quando o fumo foi vetado em ambientes fechados. A proposta, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento, onde o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez não detém maioria.
A proposta também inclui o veto à venda de produtos de tabaco para menores de idade e o fim de qualquer tipo de publicidade, promoção ou patrocínio relacionado a esses produtos, associados a graves riscos à saúde, como o câncer. A ministra da Saúde, Mónica García, destacou que o objetivo é criar uma “geração livre de tabaco”, garantindo que em espaços compartilhados, a norma seja a respiração de ar puro.
“O objetivo é muito simples: que, nos espaços compartilhados, respirar ar limpo seja a norma”, declarou García em coletiva de imprensa. Segundo a ministra, a medida é fundamental para proteger grupos vulneráveis, como mulheres grávidas e pessoas com asma, que deveriam poder desfrutar de áreas externas sem a exposição à fumaça de terceiros.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo governo espanhol.
Impacto no turismo e panorama do tabagismo na Espanha
A potencial proibição de fumar em terraços e praias pode gerar forte reação do setor de hotelaria e turismo espanhol. A Espanha é um dos destinos turísticos mais procurados do mundo, e o hábito de consumir refeições ao ar livre é popular, especialmente durante os meses de verão. A medida pode impactar a experiência de turistas e a dinâmica de estabelecimentos que dependem desses espaços.
O tabagismo ainda representa um desafio significativo para a saúde pública na Espanha. Dados oficiais de 2024 indicam que cerca de 26% da população adulta fuma diariamente. O vício é responsável por aproximadamente 50 mil mortes anuais no país e está associado a cerca de 30% de todos os casos de câncer diagnosticados.
