Presidente Lula mira secretário de Estado americano e senador em discurso em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou um desafio ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, em um evento em Brasília nesta segunda-feira (20). Lula afirmou que derrotará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa eleitoral, mesmo que Rubio decida apoiar o adversário. A declaração ocorreu durante a convenção do PDT, partido que anunciou apoio à pré-candidatura de Lula à reeleição.
“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, declarou o presidente, em meio a aplausos.
A provocação de Lula surge em resposta a recentes declarações de Marco Rubio, que criticou a postura do governo brasileiro diante da imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Rubio acusou Lula de priorizar o “ego” em detrimento de um acordo bilateral, alegando que as políticas econômicas do presidente são prejudiciais tanto para americanos quanto para brasileiros.
As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas pelo portal G1.
Lula evoca a figura do “traidor” e alude a sanções contra o Brasil
Em seu discurso, sem mencionar nomes especificamente, o presidente Lula fez uma referência histórica ao afirmar que “antigamente traidor era enforcado”. Ele criticou aqueles que, em sua visão, buscam sanções contra o Brasil no exterior. “Nós não temos o direito de perder essas eleições. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo, o fascismo, voltem a pensar em governar esse país”, disse, reforçando a gravidade de trair a pátria.
Essa fala remete a um episódio anterior, em junho, quando Flávio Bolsonaro apresentou uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula, alegando ameaça e incitação ao crime. Na ocasião, o presidente havia citado o enforcamento de Tiradentes para criticar o senador, comparando-o a Joaquim Silvério dos Reis, delator do movimento de independência.
O presidente ponderou sobre o que merecem os “traidores da pátria” que, segundo ele, buscam intervenção estrangeira no Brasil, convidando à reflexão sobre a seriedade de tais atos.
