Turista indiano morre após queda de carruagem no Central Park e passeios são suspensos
Turista indiano morre após queda de carruagem no Central Park e passeios são suspensos

Turista indiano morre após queda de carruagem no Central Park e passeios são suspensos

Paralisação voluntária e acirramento do debate após morte de turista indiano Os passeios de carruagem no icônico Central Park, em Nova York, foram suspensos voluntariamente pelos condutores nesta quinta-feira (18) após a morte de um turista indiano de 18 anos. Romanch Mahajan, que visitava a cidade com sua família, caiu de uma carruagem quando o […]

Resumo

Paralisação voluntária e acirramento do debate após morte de turista indiano

Os passeios de carruagem no icônico Central Park, em Nova York, foram suspensos voluntariamente pelos condutores nesta quinta-feira (18) após a morte de um turista indiano de 18 anos. Romanch Mahajan, que visitava a cidade com sua família, caiu de uma carruagem quando o cavalo disparou enquanto o condutor tirava uma foto do grupo. A morte foi classificada como um acidente, resultado de traumatismo contuso.

A suspensão das atividades é uma medida temporária enquanto os membros do sindicato dos condutores deliberam sobre os próximos passos. Alexander Kemp, vice-presidente do sindicato Transport Workers Union Local 100, expressou que os condutores estão “absolutamente devastados e chocados” com o ocorrido, destacando que nunca presenciaram um acidente fatal dessa natureza.

O incidente deu novo fôlego aos ativistas que defendem a proibição das carruagens puxadas por cavalos na cidade, um tema que já gera um longo conflito entre o sindicato, defensores dos direitos animais e algumas autoridades. Conforme informações divulgadas pelo New York Post e outros veículos locais.

Ocorrência trágica e o contexto do debate

A família Mahajan estava em Nova York para uma viagem turística, que já havia incluído visitas a pontos como a Estátua da Liberdade e o Memorial do 11 de Setembro. O passeio de carruagem, orçado em US$ 158 por 45 minutos, incluía paradas para fotos. O pai de Romanch, Deepak Mahajan, relatou que o condutor, identificado como Ertan Gokdepe, desceu da carruagem para tirar uma foto perto da fonte em Cherry Hill quando o cavalo, Sampson, de sete anos e recém-chegado ao parque, disparou.

No momento em que a mãe de Romanch, Priya, caiu da carruagem, o jovem saltou para ajudá-la e acabou batendo a cabeça no chão. As circunstâncias em que o condutor estava tirando fotos serão objeto de investigação. O sindicato informou que Gokdepe foi suspenso por tempo indeterminado pelo proprietário da carruagem, e Kemp classificou a ação do cocheiro como “inaceitável”, afirmando que um condutor jamais deve sair do veículo para tirar fotos.

Intensificação da pressão pela proibição

O debate sobre o futuro das carruagens puxadas por cavalos no Central Park se intensificou nas últimas semanas. Além da morte de Romanch Mahajan, um cavalo chamado Deniz morreu após ingerir uma planta tóxica, conforme revelou a autópsia preliminar. Essas ocorrências levaram a Câmara Municipal a anunciar uma audiência para o próximo mês sobre um projeto de lei que visa eliminar os cavalos de carruagem da cidade.

Julie Menin, presidente da Câmara Municipal, e Lynn Schulman, líder da comissão de saúde, afirmaram em redes sociais que “a hora de agir é agora”. Elas ressaltaram a necessidade de um caminho que priorize o bem-estar animal e a segurança pública, sem negligenciar o sustento dos trabalhadores. O prefeito Zohran Mamdani também manifestou o desejo de trabalhar com as partes envolvidas para uma “transição justa” que proteja os trabalhadores e, ao mesmo tempo, encerre a prática.

Argumentos contra e a favor da manutenção

Os defensores da proibição consideram a prática ultrapassada e desumana. Por outro lado, o sindicato argumenta que os cavalos são bem cuidados e que a proibição resultaria na perda de empregos, além de eliminar uma atração turística popular. John Samuelsen, presidente internacional do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes, criticou aqueles que buscam “explorar uma tragédia” para promover seus interesses, defendendo que as alegações de crueldade animal são infundadas e devem ser separadas das falhas operacionais que levaram ao acidente.

O sindicato afirma estar comprometido em esclarecer os fatos e garantir a segurança de todos os veículos no parque. A investigação sobre o acidente fatal de Romanch Mahajan e a subsequente suspensão dos serviços de carruagem prometem manter o debate sobre o futuro desta tradição nova-iorquina em alta.

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